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Mônica Marapara


Ancestralidade Indígena na Bahia



Os indígenas eram conhecidos como Tupinambás, que por volta do século XVI, habitavam a margem direita do Rio São Francisco até o Recôncavo Baiano.  Existiam-se mais de 100.000 indivíduos. Eram conhecidos em toda a costa brasileira pelos navegadores europeus do século XVI.


Nos dias atuais, o principal grupo tupinambá reside no sul do estado da Bahia, conhecidos como Tupinambás de Olivença. Os índios foram os primeiros habitantes do território brasileiro. São conhecidos por serem povos diferentes com hábitos, costumes e línguas diferentes.


São caçadores e acreditam em espíritos de animais que ao serem mortos tornam-se protetores e amigos, muitos deles ainda vivem do cultivo do milho, mandioca, batata, banana, cará, melancia, feijão e amendoim, e prezam pela pintura corporal. Distribuem os trabalhos, fica para os homens a defesa do território, abertura de roças, construção das casas, pesca e outros. Para as mulheres o trabalho de educar os filhos, cuidar dos afazeres domésticos, do casamento dos filhos, da pintura e ornamentação das crianças e outros.


Consideram como verdadeiro, que a morte é somente uma passagem para a “terra sem males”, onde os que se foram partem para este local para proteger os que na Terra ficaram.  A autoridade religiosa dentro das aldeias é o Pajé, que é um sábio que atua como adivinho, curandeiro e sacerdote. Fazem uso a música e seus instrumentos musicais para a preservação de suas tradições, para produzir efeitos hipnóticos e para momentos de procriação, casamento, puberdade, nascimento, morte, para afastar flagelos, doenças e epidemias e para festejar boas caçadas, vitórias em guerras e outros.


Conforme o pensamento de Daniel Munduruku (2002), poderíamos dizer que temos uma ancestralidade, um passado, uma tradição que precisa ser continuada, costurada, bricolada todo dia.
Mônica Marapara  monica.marapara2@gmail.com é indigena Kaixana (AM), bacharela em Serviço Social pela Universidade Luterana do Brasil e Especialista em Gestão de Políticas Públicas de Gêneros e Raça pela Universidade Federal da Bahia


 
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