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Fred Burgos


Silêncio da comunicação da Petrobras



Quem é da área de comunicação talvez possa me responder. Há uma evidente dificuldade da Petrobras em lidar com sua imagem no caso Pasadena. Até o momento, a sua estratégia de comunicação tem sido de distância/silêncio.


Procurei em todos os ambientes virtuais da empresa e não encontrei nada sobre o assunto. Não é só o PT que sai arranhado. O modelo de gestão, também. A Petrobras está sendo alvo de ataques como não foi nem no caso da plataforma P-36, em 2001.


Por que a empresa não tem envolvido sua comunicação nesse assunto? Investir em uma campanha de esclarecimento nesta hora poderia ser visto como uma defesa partidária? O que justifica essa "passividade"?


Pelo que a empresa representa para o Brasil e para os seus acionistas, esperaria outra atitude. Como, por exemplo, em 2009, quando a empresa publicou perguntas e respostas de jornalistas no blog “Fatos e dados antes mesmo das matérias serem publicadas. Entendi ali uma defesa intransigente da empresa.


Lembro que o então presidente da ABI e a própria Petrobras usaram o mesmo argumento para contestar a crítica à " falta de ética no vazamento de informações", como alegou a ANJ: a Petrobras é uma empresa importante demais para o país, e tudo que diz respeito ao seu funcionamento, ao seu desempenho, tem que ser objeto de informação ao conjunto da sociedade.


O silêncio é também uma estratégia. Mas, nesse caso, para mim, equivocada e até desrespeitosa.


Fred Burgos fredburgos@superig.com.br é jornalista, doutor em Administração pela Ufba e coordenador do curso de Jornalismo da Unime Salvador


 


 
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