Busca:






Luis Guilherme


Circuito Mercosul 2013



O nosso Circuito Mercosul 2013 foi completado em 30 dias, entre 23 de abril e 22 de maio, e cobriu mais de dez mil quilômetros de rodovias de quatro países: Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai. Conceição, Carlos, Romilda e Luis Guilherme. Dois casais, um português e outro brasileiro. Conviveram horas e horas no interior, de cerca de seis metros quadrados, do Fiat Idea 1.4 2008 que utilizaram. Passaram por dezenas de cidades brasileiras e estrangeiras. Restou, da experiência, o gostinho de “quero mais”.
Os preparativos, inspirados pela necessidade e pela prudência, exigiram a troca de pneus e dos amortecedores traseiros e a revisão do motor. Cumpriu-se a exigência estrangeira de dois triângulos, kit socorro (enfim adquirido na capital do Paraguai), cabo com dois canchos para guinchar o veículo e dois lençóis de solteiro (a legislação além-fronteira estabelece que o motorista é responsável pela cobertura do cadáver em caso de acidente fatal). Providenciou-se também a “Carta Verde” (Seguro Obrigatório para Condutores de Veículos Terrestres em Viagens dentro do Território Mercosul) e o atestado fornecido pelo Detran-BA de que o condutor estaria apto a dirigir fora do país. Conferiu-se, ademais, a validade da carga do extintor de incêndio.
Restou-me a dúvida se foi ou não exagero ter levado conosco a chave reserva do carro e o documento de transferência do veículo. Se, porventura, perdesse a chave do veículo, faria a cópia sem maior dificuldade. Que “Moreninho”, apelido que demos ao nosso Fiat Idea, me perdoe, mas o venderia se lhe acometesse algum grande defeito ou avaria. Não foi necessário utilizar nema chave, nem o documento. Que alívio!
A viagem consumiu mais de 800 litros de gasolina. A média de consumo girou em torno de 12 quilômetros por litro. As estradas de modo geral foram aceitáveis. Cumprimos a ordem de manter os faróis acesos o tempo todo no Paraguai, Argentina e Uruguai.  Pernoitamos ou ficamos alguns dias em Vitória da Conquista, Pirapora (MG), São José do Rio Preto (SP), Foz de Iguaçu (PR), Assunção (PY), Saladas e Buenos Aires (AR), Colônia do Sacramento e Montevidéu (UY), Bagé e Gramado (RS), Florianópolis (SC), Curitiba (PR), São Paulo, Rio de Janeiro, Linhares (ES), Porto Seguro e Ilhéus. Utilizamos alguns hotéis Ibis durante o percurso.
Vê-se mais caminhões nas estradas brasileiras. Vi menos nas estradas paraguaias e uruguaias. Há mais fartura de postos de combustível no Brasil. Há muitas borracharias nas estradas paraguaias. Enfrentei a falta de combustível no interior da Argentina e resolvemos o problema num posto na zona urbana de uma cidade vizinha a rodovia. Era uma sexta-feira e o caminhão da distribuidora não havia chegado até o meio da tarde. A perspectiva é de que só haveria gasolina na segunda-feira. A aflição foi grande, mas a rapidez na providência de solução não foi menor. Tive de encarar no interior de Minas Gerais gasolina a R$ 3,30, preço que se praticava também em Porto Seguro (BA) em maio deste ano.
Comi bem em muitos lugares, mas é justo destacar que foi melhor no Madre Maria, de Bagé, no Le Grill, de Buenos Aires, no Santinho (Museu da Casa Brasileira) e no La Frontera, de São Paulo, e no Vesúvio, de Ilhéus (BA). Não recomendo o Paraguai como destino de passeio rodoviário. Depois que sai de Foz de Iguaçu (BR) pela Ponte da Amizade e trafeguei pouco mais de 300 quilômetros até Assunção (PY) tive que parar em seis blitzes e submeter-me a assédios inaceitáveis. Gostei muito do Uruguai, sobretudo de Colônia do Sacramento, sítio histórico que conserva construções portuguesas anteriores ao final do século XVIII. Voltarei àquele país, com certeza.
Retornar a Buenos Aires me parece muito aceitável também.
Viajar pelo Brasil, sempre. Há muito o que se visitar e descobrir.


Luis Guilherme Pontes Tavares lulapt@svn.com.br.  é jornalista e produtor editorial. É diretor de Cultura da ABI


 


 
Últimas Publicações

A festa do bicentenário da Imprensa Baiana
Nova onda de auto-censura
Jornalismo na Academia de ciências da Bahia
Ecos dos 200 anos da Imprensa Baiana
Thomaz Souto Corrêa, o revisteiro
Os 200 anos da primeira revista brasileira
Lágrimas e revelações no MK Entrevista
Frei Beto fora da clausura
Três dedos bastam para chegar a Deus
Foco no fotógrafo Alceu Tammer
Dia do Jornalista na ABI
Cosme, Ranulfo e Jorge na mesma sala
Qualidade e mimos no fórum da revista Imprensa
A cor da alma de um jornalista negro
As tatuagens de Malu
Espetáculo das 6 mortes em duas horas
250 anos de Cipriano Barata - A homenagem que a ABI pode fazer
Receita de Albert Camus para a liberdade
Dines informa que Casoy era da linha-dura
Baixa dos Sapateiros pode virar Chinatown


inicio   |   quem somos   |   gente   |   cordel   |   política e políticos   |   entrevista   |   eventos & agenda cultural   |   colunistas   |   fale conosco

©2017 Todos Direitos Reservados - Camaçari Agora - Desenvolvimento: EL