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Augusto de Paula


Não foi uma vitória foi um massacre anunciado



Antes de qualquer coisa quero agradecer aos companheiros e companheiras que permaneceram comigo no sonho de recuperar a história do PT, aos que compartilharam esperanças e não mediram esforços na luta que sabíamos desigual, seja de forma direta ou indireta, aos que mesmo não sendo do partido dos trabalhadores e ou a ele pertencer mais que não votavam aqui em Camaçari por tantos motivos, mas, que não deixam de manifestar reconhecendo a minha história de vida e de luta na construção do partido dos Trabalhadores e das conquistas da democracia, e dizer que o resultado do PED não nos afastará da luta para reconquistar o PT para a militância, que faça jus ao carinho do povo e que respeite o seu manifesto de fundação.


Esse é o compromisso que mantenho porque não me deixarei abater pelas manobras usadas no curso do PED para garantir o resultado anunciado de forma arrogante com a antecedência de quem efetivamente tinha garantias do controle dos “filiados” e dos oportunistas de plantão.


Durante todo o domingo (10/11) se confirmou o porquê do medo e a resistência do debate. O debate não garantia nenhuma vitória para os que querem ser donos do partido, muito pelo contrário, poderia expô-los e fragilizá-los, a certeza da vitória vinha do uso e abuso do poder econômico e da pressão que poderiam usar sobre os mais incautos.


E assim aconteceu, eles não venceram, eles sem nenhum escrúpulo usaram e abusaram do poder econômico e massacraram a esperança da militância.


Motocicletas subiam e desciam em Camaçari ostentando a bandeira do candidato vencedor ou melhor, conquistador. Centenas e centenas de papéis espalhados pelo chão antes mesmo de começar a votação, carros indo e vindo buscar “eleitores”, caderninhos a vista anotando e confirmando votos e votantes. Banda de música quem sabe estava ali para alegrar todos nós e fazer a alegria do circo montado para a festa triste da “vitória” previamente anunciada.


Aqui faço estes comentários por sentir uma profunda tristeza, não por ter sido vencido em um pleito que tinha tudo para ser uma festa da democracia interna do Partido do Trabalhados, já que a vitória e a derrota fazem parte de qualquer disputa. Infelizmente, neste caso, a festa da democracia se transformou em um espetáculo grosseiro dado por aqueles que mais uma vez ajudam a transformar o partido que deveria e deve ser um instrumento de luta da classe trabalhadora simplesmente em mais uma sigla partidária, servindo apenas de guarda chuva ou garantia de legenda para os que não acreditam que política se faz com ideias, propostas e debates e não com a manipulação, de um agrupamento de alienados e incautos que servem, como serviu domingo, para dizer amém a tudo, e obedecer cegamente aos comandos dos “iluminados” que querem a todo custo se transformar em donos do patrimônio do povo trabalhador brasileiro que é o PT.


Finalmente, quero desejar a Marcelino boa sorte em mais esta tarefa assumida, ao tempo em que reafirmo que não abandonarei os sonhos de conquistar uma sociedade justa e socialista, como continuarei a lutar por um partido de militantes que de verdade represente os anseios do povo e não daqueles que usam a política e o partido apenas para se locupletar tirando proveito da alienação que leva a submissão os “filiados” que se permitem manipular.


PS coincidentemente quanto escrevia esse texto recebi uma mensagem no celular cujo numero final é 3967 sem assinatura e que diz “ gostou dos 83 por cento? Foi na conversa do diabo......Cadê os militantes?KKKKKKK ”


Ao meu amigo sem nome eu respondo.... claro que não gostei, estou triste, triste não por ter sido vencido em uma disputa, mas pela decepção com alguns companheiros em que sempre acreditei e defendi ao longos de vários anos, e que agora não pensaram duas vezes em fazer o jogo baixo da imposição e não da disputa leal e companheira. Como diz os mais velhos, paciência, ninguém é perfeito.


Augusto de Paula augustopaula@hotmail.com é advogado, militante dos direitos humanos, morador de Arembepe e coordenador do Cajuc - Centro de Assistência Judiciária e Cidadania de Camaçari


 


 


 
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