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Leonel Mattos


BIENAL DO CONCEITO E POUCO CONTEÚDO



Visitei a Bienal de São Paulo a convite da sua patrocinadora a PETROBRÁS, para fazer uma leitura e participar do debate!
Fui com a intenção de deixar que as obras me atrai-se pela sua força de expressão. Logo na entrada ,varias pinturas em grandes dimensões do artista Rodrigo Andrade que atende os interesses intrínsecos da pintura , de boa qualidade com tons escuros revelando uma cidade noturna, e com o cheiro da tinta ativo revelando uma obra recente.
Na subida da rampa a pior obra do artista CARLOS BUNGA, uma instalação com colunas quadradas de 4m de altura feita de papelões pintados de branco na frente e no fundo o papelão crú com fitas adesivas aparente que serviam de emendas para o mesmo, cheguei perguntar aos monitores se aquilo ali era uma obra?
Em seguida uma instalação de blocos aparentes tipo uma caixa com várias colagens e portas como um ambiente de uma casa, muito ruim também!
Algumas pinturas hipe-realista muito boa mas sem novidades dos artistas, KIMATHI DONKOR E AMAR BUNGA e os desenhos de GIL VICENTE muito bom tecnicamente, mas o tema agressivo robou a cena e errou quando simula a morte da vida principalmente de lideres , poderia ser mais feliz, protestando pregando o amor, despertando para o positivo , invertendo os valores e não revelando sua raiva de uma forma negativa, já que a Bienal também é visitada por crianças, que se divertiam como se tivesse no Jardim Zoológico com a instalação do Nuno Ramos, outro que cometeu outro erro levando uma vida para dentro de um espaço inadequado, retirando do seu habitar, por mais que digam com a desculpa que o animal é de cativeiro. Assim dar margem para levarem um comedor de lixo e um mendigo para dentro da Bienal e prende-lo por um período para representar a realidade!
A obra do Nelson Lerner esta sim me pegou pela força de sua expressão, onde colocou um porco empalhado viajando em cima de uma aeronave tipo uma asa delta feita de madeira, pendurada no ar,invertendo os valores.
Já o artista Ernesto Neto, não foi feliz na montagem de sua instalação, que parecia uma cobertura de um circo onde as crianças se divertiam.
A melhor obra da Bienal na minha opinião foi a de Henrique Oliveira, uma instalação penetrável de laminas de madeira com cores e volumes, como se estivesse entrando em uma vagina ou um útero, em forma de labirinto, muito boa, percebia seus valores, tanto externo quanto interno.
As obras de Leonilson e Hélio Oiticíca deveriam ser expostas em uma sala especial para fazer homenagem a artistas mortos de boa qualidade, coisa que está faltando na Bienal.
A de Cildo Meireles já não causou nenhuma surpresa, já que conhecia e não alterou muito.
Muito boa as colagens de papeis do artista Macelo Silveiras e várias fotos estavam de boas qualidades.
Entendo que o TEMA causou um desafios nos artistas e a maioria não se sairam bem, já que fugiram da sua produção atual.
Os curadores na minha opinião deveriam deixar o TEMA LIVE, para mostrar a verdadeiras produção dos artistas, a que vem produzindo naturalmente e escolher a melhor obra para a representação, por que assim não seriam pegos de surpresas com o resultado da obra feito pelo tema, por que nem todo trabalho de um artista é uma grande obra, tem aquelas que se destacam mais.
O debate:
O debate da Bienal foram convidados a Professora da USP Vânia Rall, pesquisadora do Laboratório de Estudos sobre a Intolerância, da USP, o tema "Arte e ética: o uso e animais nas obras de arte", perguntei a ela se era a favor dos urubus ficarem ali, ela respondeu que não concordava, felizmente agora retiraram de vez os urubus, é sinal que o bom senso venceu, é uma prova que os críticos vacilaram mais uma vez. O convite foi estendido a um grupo de artistas e produtores e um dos curadores Pedro França, um garoto que ficou tentando explicar, conceito que não conrrespondia o que as obras passavam, uma invenção do que é do que não pode ser!
Espero que na próxima Bienal , não tenha TEMA e que acerte mais não colocando seus curadores e os seus artistas se expondo ao ridiculo.
Um painel de Pintura da artista N S HARSHA muito boa com figuras de pessoas pequenas coloridas mas pecou quando colocou em cima da pintura interferência com tinta preta parecendo algumas fumaça no painel , pensei que era até uma pixação em cima.
Por falar em pixação, ficou a desejar os trabalhos dos pichadores, ficou sem representatividade já que reproduziram em folhas de papeis o que eles fazem na cidade.
Os videos , uma coisa repetitiva, todos apresentados em uma caixa preta parecendo novelas das seis, das sete e das oito, todos parecidos , você não conseguia identificar o autor.
É isso aí não tem muita coisa para falar, muito trabalho que não dizem nada parecendo dever escolar.e poucos representativos que uma Bienal merece, espero que na próxima acertem e mostrem a verdadeira produção e seus artistas, por que esta ficou a desejar!


Leonel Mattos
Artista plástico e agitador cultural

 
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