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Kadja Grimaldi


Aulas em abril e o reflexo de uma política excludente



Muito se tem comentado em Camaçari sobre a situação difícil em que se encontra a educação do município. Escolas públicas que deveriam ser referências para a sociedade, estão abandonadas e maltratadas na sua essencialidade, não exercendo o papel de acolher com dignidade os nossos profissionais da educação, as nossas crianças, jovens e adultos.


 O povo precisa saber que não existe sensibilidade do governo, no que se refere à agilização dos meios essenciais para que o processo educacional se desenvolva, com vistas a uma boa formação dos nossos alunos. Falta tudo; material didático pedagógico, material de limpeza, merenda escolar. Um absurdo: equipamentos sucateados, manutenção precária dos prédios escolares, daí porque encontramos na época das chuvas escolas alagadas, etc, etc. No meio ao caos administrativo em que se encontra a educação de Camaçari, são os gestos de amor dos profissionais da educação, professores, funcionários, gestores, que veem fazendo toda a diferença. São eles que, muitas e muitas vezes fazem “vaquinha” para ajudar no suprimento de material e equipamentos, possibilitando que estes espaços se transformem efetivamente em locais de produção de conhecimento, de aprendizagem para os alunos.


As crianças e jovens de todo o Brasil, desde janeiro/fevereiro já iniciaram o ano letivo 2019. Vimos livrarias cheias, a alegria das crianças com o retorno às aulas, escolas abertas para cumprir sua função principal, que é fazer com que os alunos se apropriem dos conhecimentos que a humanidade vem produzindo ao longo de milhares de anos.   Camaçari inicia seu ano letivo a partir de 15 de abril.  O calendário letivo para o ano de 2019 é uma vergonha, retrata o descompromisso,  o descaso do governo Elinaldo, a incompetência para o diálogo da secretária de educação, com a categoria de professores.


Observem, as aulas começarão no dia 15 de abril e o encerramento das atividades escolares  que deveria acontecer 15 de dezembro de 2019, só acontecerá em 18  de fevereiro de 2020. Mais um ano em que os alunos, seus pais e  professores passarão o verão sofrendo por conta da bagunça em que se transformou a educação do município. Todos sabemos que os meses de janeiro e fevereiro são os mais quentes em Camaçari . Nas escolas faltam ventiladores, falta água , faltam todas as condições para que aconteça o processo de aprendizagem dos alunos. E, mesmo assim, a sra secretária Neurilene Martins , durante 2 anos seguidos utiliza deste artifício para castigar os servidores da educação, e toda a comunidade escolar. Este comportamento da secretária nos leva a afirmar, parafraseando o deputado Zeca Dirceu, que ela é uma TIGRESA quando é para defender o governo da incompetência e dos forasteiros mas transforma-se numa TCHUTCHUCA quando é para defender a educação, os professores e todos os profissionais envolvidos no processo educativo.


Prefeito Elinaldo, secretária de educação, professora  Neurilene, a educação é um investimento a longo prazo e precisa ser encarada como direito e não como privilégio para poucos. A comunidade e os educadores de Camaçari continuarão  mobilizados para impedir  os retrocessos que estão acontecendo em nosso município.


A educação de Camaçari merece respeito!! A luta continua!!!


Kadja Grimaldi kadjagrimaldi@ig.com.br é professora, diplomada em História pela UFBA, pós-Graduada em Coordenação Pedagógica e História Social pela USP, foi coordenadora pedagógica da orla do município nos governos Luiz Caetano (2005 /2012). Atualmente é professora do Colégio Estadual Alaor Coutinho


Opiniões e conceitos expressos nos artigos são de responsabilidade do autor


 
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