Cerca de R$ 1,4 bilhão é o volume de recursos em contas de usuários em casas de apostas para ser resgatado. Prazo termina na segunda-feira (5), segundo informou o Ministério da Fazenda. Quem não conseguir fazer o resgate, terá o valor devolvido depois pelos próprios bancos que operacionalizam os recursos para essas empresas.
De acordo com balanço da pasta, até a última sexta-feira de setembro, dia 25, havia um saldo de R$ 2,1 bilhões nessas contas. Mas após a proibição, houve uma redução de mais de 30%, resultando em R$ 652 milhões a menos, nessas contas.
O Ministério da Fazenda em conjunto com o Ministério da Justiça e Segurança Pública está observando mais de perto 48 contas de usuários de apostas que possuem saldo acima de R$ 500 mil. Os recursos desses usuários, a príncipio de pessoas físicas, estão sendo inspecionados para que avaliem se estão sendo utilizados para lavagem de dinheiro. Caso seja constatado algum indício de crime, os ministérios irão encaminhar as informações para investigação da Polícia Federal.
Na semana passada, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou a proibição de cassinos online, como o jogo do tigrinho, e as casas de apostas esportivas, as chamadas bets.
Além da medida provisória, Lula também enviou ao Congresso Nacional um PL (Projeto de Lei) que endurece regras para o mercado ilegal de apostas. O texto define conceitos e tipificar crimes relativos às apostas de quota fixa.