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Adelmo Borges

Quem é quem


No início da semana, um vizinho me perguntou quando será a próxima eleição. Até então, envolvido em noticiário da grande mídia das redes sociais, não percebia que tem muita gente distante do debate das questões internacionais, nacionais e locais com reflexos no nosso dia a dia. Camaçari com pouco mais de 300 mil habitantes conta com 47% das pessoas com acesso a internet, desses 62% estão na faixa etária de 14 a 40 anos, 10% na faixa entre 40 e 60 anos ou mais.  


Os grupos constituídos são na maioria de participantes familiares, seguido de entidades empresariais, recreativas e comunitárias. Os grupos voltados para informações e negócios de compra e venda alcançaram 3%. Um fato relevante entre os grupos de informação é que apenas um percentual inferior a 1% dos participantes são ativos e constantes nas publicações, os demais são episódicos e quando se trata de assuntos relevantes.


A política sucessória ainda não ocupa os instantes nos bares, botecos, barbearias, salões de beleza, termômetros do interesse coletivo sobre o assunto. Na zona rural é praticamente inexistente.   


O assunto é motivo dos supostos influenciadores eleitorais com a apresentação de conteúdos e informações aleatórias e sem sentido conjuntural, na tentativa de provocar uma mobilização em favor de alguém ou algum grupo de interesse, envolvendo xingamentos, desqualificação e distrato de pessoas e grupos.


Fora as tragédias climáticas e dos confrontos entre países em guerra fomentadas por interesses políticos e econômicos, as motivações de conversas giram em torno de futebol, trabalho, emprego e renda, segurança pública e custo de vida. 


Poucas são as menções às posições do Supremo Tribunal Federal em relação aos participantes das ocupações do 08 de janeiro de 2023, das anulações dos julgamentos da “Lava Jato”, dos confrontos entre os poderes executivo e legislativo federal, da dívida de exercícios anteriores – DEA da prefeitura de Camaçari, com forte impacto na prestação de serviços essenciais, no montante de 300 milhões de reais, dos ônibus e ambulâncias que o governo federal contemplou o município. Enfim, não há crítica a demagógica informação de construção do hospital municipal, dos contatos com a Caixa Econômica e com o BRB para implantação de uma agência em Vilas de Abrantes, nem ao péssimo sistema de transporte municipal nem as deficiências do sistema de saúde municipal.


Sendo assim, imaginar que as eleições municipais vão ser decididas na rede social é um engano, propício apenas para o pessoal “mão-no-saco” que busca tirar proveito do momento e garantir sobras do banquete e uma ilusória participação em possível futura administração. Mas, o momento é outro, necessário corrigir os erros de até então em relação às mulheres, crianças, adolescentes e idosos. 


Mulheres que até os dias atuais não são autônomas em decisões que envolve trabalho e sexo. Crianças, jovens e adolescentes sem políticas públicas que revertam a condição de objetos de recrutamento de facções organizadas para exploração de venda de drogas e domínio territorial. Que DEUS e os Orixás nos orientem e protejam.


Adelmo Borges dos Santos  adelmook@gmail.com


Opiniões e conceitos expressos nos artigos são de responsabilidade do autor

23/05/2024

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