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Adelmo Borges


Os caminhos da sucessão



Conversando com os principais atores políticos, com lideranças sindicais e comunitárias de Camaçari percebe-se o estagio de perplexidade que norteia as expectativas com relação à sucessão municipal. Expectativa com relação ao nome que efetivamente será apresentado pelo Chefe do Executivo Municipal, uma vez que até então o mesmo afirma só postar uma definição a partir de uma pesquisa a ser realizada em junho de 2011, como a disposição de aproximadamente seis nomes da base do governo se apresentarem como candidato incentivado pelo alcaide e a arquitetura que estará sendo montada para se atingir o objetivo.


A inteligência popular, mesmo com as naturais divergências e contradições, já começa a posicionar sua preferência tendo como parâmetro critérios de natureza políticas, observando interesses pessoais e de grupos ou para pura especulação no sentido de alimentar debates nas repartições públicas, nas oficinas, nos bares e esquinas da cidade. Ouve-se constantemente que Caetano tem por hábito retardar a decisão o mais que pode, tem a preocupação (e às vezes insegurança) em absorver e entender melhor os critérios estabelecidos pela opinião publica por saber da complexidade de uma população com matrizes diversificadas e sentimentos dissociados das necessidades coletivas (pouco nítido em relação aos interesses da cidade) prevalecendo, nessas oportunidades, a imagem política diante da competência e solidez administrativa. Em outras palavras prevalecem os interesses individuais, seja de natureza política ou econômica.


Arquitetura política


Fica a perceber que Caetano busca atrair para a administração (e para a sua orientação política) todas as correntes e facções políticas do município de maneira a eliminar, minimizar ou fragilizar os focos como potencialidade de oposição ao seu objetivo, numa ariscada e audaciosa arquitetura que tem gerado inquietação entre as lideranças petistas por não considerar a possibilidade de não ter um dos seus quadros a frente da administração municipal, ou ter que absorver uma indicação que não contemple os sentimentos programáticos do partido. O processo de escolha do presidente da Câmara Municipal tem justificado esse sentimento. Por outro lado os partidos da base aliada começam a se sentir motivados a apresentarem nomes objetivando exibir a capacidade política e assim garantir a ampliação de sua fatia de poder na próxima gestão.


Nesta semana, a bola da vez é o PPS, que tende a migrar seus membros para o PSD sob a liderança do prefeito de São Paulo, no nível nacional e do vice-governador Oto Alencar, no estado da Bahia, que teve sua representação na administração municipal ampliada para mais uma secretaria, compreendido como uma articulação para reduzir as possibilidades do secretário de planejamento urbano, Cupertino, pelas ligações efetivas com os originários do ex-prefeito Eudoro Tude.


A oposição


A oposição começa a se movimentar com as possibilidades dos nomes de Ferreira Otomar ou Osvaldinho apoiada pelo ex-ministro e atual dirigente da Caixa Econômica Federal Gedel Vieira Lima enquanto os vereadores Elinaldo e Curvelo levantam suas vozes em criticas contundentes a pontos frágeis no sentido de chamar a atenção da opinião publica. Petistas estaduais que visam às eleições de 2014 apostam na derrota de Caetano em 2012 ou em uma vitoria sem impacto, de maneira a não o credenciar a disputa com outros nomes que se disponibilizam para suceder Wagner.


Muita água ainda correrá por debaixo da ponte. Caetano já percebeu que não poderá levar essa tarefa somente minimizando as forças oposicionistas. Sabe que essas forças não são estáveis em seus compromissos e caminha por unir as forças petistas que figura como sua principal sustentação eleitoral. Os petistas são movidos a ideal e apenas desejam efetivamente participarem do debate sobre a escolha do nome a ser indicado, participar da elaboração do programa de governo, coordenação de campanha e da próxima administração no sentido de garantir os princípios partidários. É um momento que se precisa contar com a motivação e comprometimento de todos para garantir a vitoria.


Adelmo Borges adelmobs@terra.com.br é vice-presidente do PT de Camaçari e membro do Movimento Alternativa Socialista


 
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