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Adelmo Borges


O ciclo



Termina mais um semestre. Primeiro semestre de 2017. O que isso quer dizer? Nada. Com efeito, é só mais um dia, como qualquer outro. De todo modo, ainda que não seja uma atitude racional, perfeita, é natural uma reflexão nesses momentos que encerram ciclos. Reflexão essa que procura se distanciar da unidade para apreciar o conjunto.
O Supremo Tribunal Federal decide valorizar, ainda mais, a operação Laja a Jato ao reafirmar o poder do Ministério Público como porta de entrada das negociações da “Colaboração Premiada” e do ministro relator com o poder de homologar monocraticamente, reservando ao plenário verificar a legalidade e ao cumprimento dos elementos negociados durante a sentença. Assim o Ministério Público apresentou ao STF denuncia contra o presidente Michel Temer para a apreciação após obter a licença da Câmara Federal. Mais duas denuncias com base na delação do empresário Joesley Batista deve seguir o mesmo caminho nas próximas semanas.
Em Camaçari encerrando o primeiro semestre de 2017, primeiro semestre de mandato de Antonio Elinaldo/Eudoro Tude sem grandes novidades.   Como chegamos ao final de junho? Quanto avançou ou retrocedeu nesse intervalo de tempo? A oposição, com pouca criatividade, tem mantido o verbo na qualidade dos serviços essenciais prestados à população, com um tom mais grave para a saúde e educação. Atividades essas, as mesmas objeto de críticas pelos atuais governistas durante os três períodos das gestões petistas – Luiz Caetano e Ademar Delgado -.
Elinaldo/Tude não estão conseguindo impor à administração municipal a definição de uma proposta de trabalho que se aproxime das propostas de campanha, mais ainda não tem motivado a formação de uma militância que enfrente o debate das pautas acusatória da oposição de maneira a influenciar a opinião pública fruto da ausência de um plano de governo que atente para os objetivos de curto, médio e longo prazo, tão pouco apresenta dados concretos das condições adversas que encontrou as finanças municipais de maneira a justificar a demora/ausência das ações efetivas. Assim sem uma estrutura e instrumento eficazes de aproximação com a população, Elinaldo/Tude, provavelmente não tenha obtido uma grau de confiança e popularidade satisfatório neste primeiro ciclo do mandato.
O que se observa é que uma gestão que demora a atender os anseios da população, não reproduz seus feitos em fatos políticos e não produz anteparos publicitários eficientes tende a ter dificuldades em manter uma popularidade satisfatória. O que se vê é a fomentação de focos de insatisfação no seio da equipe e dos apoiadores, indefinição dos vereadores da base que são refletidos nas entidades organizadas e nas comunidades.
A manutenção desse cenário de indecisões e incertezas podem ser elementos geradores de desagregação da equipe na busca da sustentação de suas bases políticas exercendo sobre o núcleo do poder uma pressão que poderá a levá-la a destino incerto.
Camaçari já assistiu a este filme tanto em preto e branco como em tecnicolor.
Adelmo Borges  adelmobs@terra.com.br é filiado ao Rede Sustentabilidade


 
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