Estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mostra que os brasileiros ficaram mais endividados na passagem de fevereiro para março. São 8 em cada 10, 80,5 das famílias. Em fevereiro esse número era um pouco menor com 80,2%. Em relação a março de 2025, esse porcentual era de 77,1%.
A pesquisa considera como dívidas as contas a vencer como: cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, cheque pré-datado e prestações de carro e casa.
São cerca de 9 milhões de novos inadimplentes desde 2023, com o programa Desenrola, de quitação de dívidas. Hoje há um contingente de 81,7 milhões de pessoas que estão com contas atrasadas.
Ainda de acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) o endividamento deve seguir em alta e só deve cair quando os cortes na taxa básica de juros, a Selic, cheguem efetivamente ao consumidor final.
Ainda segundo a pesquisa, houve uma leve melhora na proporção de pessoas que se consideram “muito endividadas”. Eram 16,1% em fevereiro e caiu para 16,0% em março. Também registrou queda de 0,1 ponto percentual a parcela média da renda comprometida com dívidas. Era de 29,7% em fevereiro e foi para 29,6% em março.
No grupo com renda familiar mensal de até três salários mínimos, a proporção de endividados permaneceu em 82,9% em março, mesma fatia vista em fevereiro.
Na classe média baixa, com renda de três a cinco salários mínimos, a proporção de endividados caiu de 82,9% em fevereiro para 82,6% em março.
No grupo de cinco a dez salários mínimos, houve elevação de 78,7% para 79,2%.
Já no grupo com renda acima de 10 salários mínimos mensais, essa fatia subiu de 69,3% para 69,9%.
Quanto à inadimplência, no grupo com renda familiar mensal de até três salários mínimos, a proporção de famílias com dívidas em atraso caiu de 38,9% em fevereiro para 38,2% em março.
Na classe média baixa, com renda de três a cinco salários mínimos, a proporção de inadimplentes diminuiu de 29,1% para 28,7%.
No grupo de cinco a dez salários mínimos, houve elevação de 21,7% para 22,1%. No grupo que recebe acima de 10 salários mínimos mensais, a fatia de inadimplentes diminuiu de 14,8% para 14,7%.