Busca:

  Notícia
 
Brasil está entre os países com mais adolescentes que engravidam

Dados preliminares do Ministério da Saúde mostra que  17.316 garotas de até 14 anos foram mães no país, no ano passado. O número tem diminuído nos últimos anos. Como o número inclui garotas que engravidaram após completar 14 anos, não é possível dizer que todas são vítimas de estupro. De acordo com a legislação vigente, sexo com menores de 14 anos é considerado estupro de vulnerável.


Apesar da redução, o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) ressaltou, em artigo publicado no fim de 2021, que a taxa de fecundidade de adolescentes brasileiras é maior que a média global: são 53 adolescentes grávidas a cada mil, enquanto no mundo são 41. 


Para a especialista em direito das crianças e adolescentes e coordenadora na Comissão de Direitos Humanos da Câmara Legislativa da Câmara Legislativa do Distrito Federal, Perla Ribeiro, as notificações de gravidez são a parte mais visível do problema de estupro de vulnerável no Brasil, que ainda sofre com subnotificação. 


A maior parte dos casos de meninas de até 14 anos que tiveram filhos foi registrada no Nordeste (6.855). O Norte aparece em seguida, com quase 4 mil registros, seguido pelo Sudeste (3,8 mil), Centro-Oeste (1,4 mil) e Sul (1,3 mil).


Quando olhamos os números totais de nascimentos nas regiões, por outro lado, o Nordeste (833 mil) tem menos registros de nascidos vivos que o Sudeste (1,2 milhões). Já o Norte (322 mil) notificou menos nascimentos que o Sul (396 mil). Proporcionalmente, Norte e Nordeste, regiões com maiores índices de pobreza, têm mais casos de meninas grávidas que as demais regiões.


Os dados históricos de nascidos vivos apontam uma diminuição da gravidez na infância no país desde 2014, quando 28.245 meninas tiveram filhos. Dois anos depois, em 2016, foram 24.139 garotas. Em 2019, antes da pandemia, foram registrados 19,3 mil nascimentos de mães de até 14 anos.


O caso da garota de 11 anos que engravidou após ser vítima de um estupro em Santa Catarina não é exceção no Brasil.  Vítima de estupro, a menina de SC descobriu estar com 22 semanas de gravidez ao ser encaminhada a um hospital de Florianópolis, onde teve o procedimento para interromper a gestação negado pela juíza Joana Ribeiro Zimmer.


Depois que o caso foi parar na Justiça, a decisão e trechos de uma audiência sobre o caso foram revelados em uma reportagem dos sites Portal Catarinas e The Intercept. O material foi publicado na segunda-feira (20). No vídeo, Zimmer tenta convencer a menina a manter a gravidez e chegou a questionar a criança se ela "suportaria ficar mais um pouquinho".g1

Mais Notícias

Brasil não aproveita talento das crianças e amplia desigualdade
Prefeitos protestam contra medidas que ampliam despesas
Pacote de bondades levará o Brasil ao inferno após eleições
Congresso decide sobre PEC das Bondades e CPI do MEC
Senador Otto Alencar não acredita na instalação da CPI do MEC
PSOL se solidariza e repudia agressão a veículos de imprensa
Regulação: “Fila da Morte" Como Acontece
Ford passa a desenvolver tecnologia automotiva em Camaçari
Maioria das chapas presidenciais segue sem definir o vice
Mês de julho deve chover pouco na Bahia, diz Inmetro


inicio   |   quem somos   |   gente   |   cordel   |   política e políticos   |   entrevista   |   eventos & agenda cultural   |   colunistas   |   fale conosco

©2022 Todos Direitos Reservados - Camaçari Agora - Desenvolvimento: EL