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Camaçarico 18 de maio 2022


Marreta A prefeitura de Camaçari aplica mais um golpe na sua já rachada capacidade de realizar obras de requalificação do centro antigo da cidade, ou promover qualquer outra ação de preservação do patrimônio histórico no município. Anunciado em junho de 2019, com o custo de aproximadamente R$ 1,5 milhão, obra de reconstrução do antigo cine teatro, como mostrou o Camaçari Agora (Confira), exibe agora mais dois valores totalmente diferentes do custo inicial.   


Marreta 2 A prova dessa desordem da gestão do alcaide Antonio Elinaldo (União) está publicada no portal da transparência/controladoria geral do município. De acordo com relatório de despesa demonstrativa de abril de 2022, portanto mês passado, a dotação orçamentária para as obras do cine teatro somam R$ 972 mil em valores atualizados. Esse valor é cerca de R$ 600 mil a menos que o previsto inicialmente para a obra. Apenas com fundações e parte das paredes erguidas, cronograma segue longe de sua finalização.


Marreta 3 Mas, estranhamente no mesmo abril, dia 7, a prefeitura de Camaçari lança um novo edital de licitação, dessa vez para a realização de “serviços remanescentes das obras de reforma e requalificação da edificação do cine teatro”. Mais uma vez os números não batem. Neste edital, publicado no portal de compras do município, o valor do serviço salta para R$ 2.372,642,15. Ainda segundo esse mesmo conjunto de informações oficiais, a obra foi vencida por uma nova construtora que apresentou um preço de pouco mais de R$ 2 milhões para a conclusão dos serviços até março de 2023.


Marreta 4 Conta rápida mostra que a nova proposta orçamentária para finalização da obra exibe uma diferença superior a R$ 1,1 milhão em relação ao relatório de abril da controladoria geral do município, e cerca de R$ 800 mil na confrontação com o primeiro valor, em 2019. Confusão se amplia quando a prefeitura não informa os motivos da troca da construtora e como seu deu a composição desse  novo valor.  


Marreta 5 As obras no centro antigo de Camaçari, que também envolvem a construção de outro equipamento cultural no espaço onde existia o casarão centenário sede dos 3 poderes, demolido em junho de 2019, como mostrou o Camaçari Agora (Confira), fazem parte de um conjunto de ações que contrariam qualquer política pública de preservação da cultura e da história de uma cidade.


Marreta 6 Nesse mesmo espaço, conhecido como coração da cidade, outra obra com a grife capitaneada pela pasta da cultura (Secult), da doutora Márcia Tude, a reforma da antiga estação de trens e sua transformação em museu da cidade, segue atestando esse descompromisso. Segundo a prefeitura, obra com atraso de 2 anos, tem previsão de inauguração nos próximos meses.


Marreta 7 Como vem denunciando a Coluna, fecha esse triste atestado de descuido com a história da cidade que o alcaide Elinaldo tem obrigação constitucional de cuidar, as obras de requalificação da praça da Matriz, na histórica Vila de Abrantes. Agressões só começaram a ser corrigidas em fevereiro deste ano, com a demolição de parte dos quiosques, elementos estranhos e incompatíveis com o conjunto histórico, que tem como principal peça a centenária igreja do Espirito Santo, uma das 10 mais antigas do Brasil. Denúncias no Camaçarico e a pressão de historiadores, da Igreja Católica e entidades, como a OAB, obrigaram o município a recuar (Confira).


Sinal amarelo O serviço de fiscalização da superintendência de trânsito e transporte de Camaçari (STT), que já andava em marcha lenta, parece que estacionou de vez. Segundo apurou a Coluna, os quase 100 agentes de trânsito do município estão sem talão eletrônico. Com o contrato de fornecimento dos equipamentos vencido, motoristas que cometem infrações de trânsito no município seguem livres da punição financeira.


Sinal amarelo 2 O transporte público municipal, outra responsabilidade da STT, também segue sem controle. Com o fim do sistema por ônibus, avanço e hegemonia do ligeirinho e a consequente quebradeira das cooperativas, as vans trocadas pelos micro-ônibus, aparecem como a solução para o setor retomar uma fatia desse mercado que movimenta mais de 70 mil pessoas por dia, entre a sede, orla e zona rural.


Calibre Camaçari registrou 17 assassinatos em abril, segundo informações da secretaria de segurança pública (SSP-BA). Os números, só disponibilizados na segunda-feira (15), apesar da solicitação feita por e-mail no dia 3, mostram queda em relação ao mesmo mês dos últimos 3 anos (2021, 2020 e 2019). Já no somatório dos 4 primeiros meses do ano, 2022, com 74 registros, só fica atrás de 2020 (91 assassinatos), e 2017, com 94 mortes violentas no primeiro quadrimestre do ano. 


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


18/5/2022 Fechamento: 14h58


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