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Quase 75% dos produtos que formam o IPCA tiveram aumento em dezembro

O número de produtos e serviços que tiveram aumentos de preço em dezembro de 2021 foi o maior da série histórica do Índice Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do IBGE para todos os meses desde agosto de 1999. No mês passado, 74,8% dos 377 subitens que compõem o indicador, que é a medida oficial de inflação, registraram variações acima de zero. O IPCA de dezembro apresentou alta de 0,73%, acumulando aumento de 10,06% em 2021. É a maior taxa acumulada no ano desde 2015, quando o IPCA foi de 10,67%.


“É um recorde histórico”, afirma o economista Bruno Imaizumi, responsável pelo levantamento realizado pela LCA Consultores. Além dessa marca, mais da metade dos subitens (55,2%) tiveram os preços acelerados de novembro para dezembro. Foi o terceiro maior resultado da série histórica para esse quesito, perdendo apenas para setembro de 2020 (56,4%) e novembro de 2002 (56,2%).


Esses números indicam que nunca a inflação esteve tão espalhada e também tem forte aceleração. “A qualidade da inflação é ruim, o que é preocupante”, afirma o economista. Ele atribui esse espalhamento recorde de alta de preços a uma combinação de vários fatores. Um deles foi a interrupção das cadeias de produção provocada pela pandemia no Brasil e no mundo. Isso pressionou custos de  produção e levou à escassez de matérias primas e componentes, resultando no encarecimento de produtos. Um caso típico é a produção de veículos, cujos preços subiram acima da inflação no ano passado por falta de chips.


O segundo fator, apontado pelo economista, foi o problema climático. A pior seca dos últimos 90 anos que atingiu o País afetou a produção de alimentos e encareceu a comida.


Fora isso, a desvalorização do câmbio pressionou preços chaves da economia, como combustíveis. Gasolina e diesel, por exemplo, têm efeito dominó nos custos de várias cadeias produtivas e setores. “Se excluirmos a lira turca e o peso argentino, o real é uma das moedas mais desvalorizadas desde o início da pandemia”, ressalta Imaizumi.


Com o avanço da vacinação e a retomada da vida “quase normal”, também aumentou a demanda por serviços. E, neste caso, houve um descompasso entre a demanda e a oferta. 


O economista  lembra que, em 2020, 53,3 mil estabelecimentos fecharam as portas Destes, 20,3 mil foram do setor de serviços, de acordo com a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS). Por último, dezembro é um mês em que muitas empresas aproveitam para  reajustar os preços, o que amplia as pressões.


O índice de difusão não só foi recorde em 22 anos como superou a média histórica antes da pandemia e da pandemia. Nas contas do economista, até fevereiro de 2020, a média do índice de difusão era de 51,2%. Entre março de 2020 e dezembro do ano passado, essa média subiu para 61,4%. 


A explicação para o salto entre esses dois momentos, pré-pandemia e pandemia, é que a combinação da pressão do dólar com  o desalinhamento das cadeias globais de produção impulsionou os preços, afirma o economista. Estadão

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