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Retomada da normalidade com pandemia preocupa cientistas


Dezoito meses depois do surgimento do novo coronavírus, vários governos na Ásia e na Europa estão encorajando as pessoas a voltarem aos seus ritmos diários e fazer a transição para um novo normal em que metrôs, escritórios, restaurantes e aeroportos estão novamente lotados. Cada vez mais, o mantra é o mesmo: temos que aprender a conviver com o vírus.


Mesmo assim, os cientistas alertam que as estratégias de saída da pandemia talvez sejam prematuras. O surgimento de variantes mais transmissíveis significa que mesmo os países ricos com vacinas abundantes permanecem vulneráveis. Lugares como a Austrália, que fechou sua fronteira, estão aprendendo que não podem manter o vírus longe.


Grande parte do mundo em desenvolvimento ainda enfrenta infecções crescentes, dando ao vírus uma oportunidade maior de se replicar rapidamente; o que, então, aumenta os riscos de mais mutações e propagação. Apenas 1% das pessoas em países de baixa renda receberam uma dose de vacina, de acordo com o projeto Our World in Data


Em vez de abandonar seus planos de ação, autoridades principalmente na Ásia e na Oceania, que conseguiram controlar o vírus antes das chegadas das vacinas,  estão começando a aceitar que lockdowns e restrições contínuas são uma parte necessária da recuperação. As pessoas estão sendo encorajadas a mudar sua perspectiva da pandemia e se concentrar em evitar doenças graves e mortes em vez de infecções. E os países com ambições de acabar completamente com os casos de covid-19 estão repensando essas políticas.


“Você precisa dizer às pessoas: vamos ter muitos casos”, disse Dale Fisher, professor de medicina da Universidade Nacional de Cingapura que chefia o Comitê Nacional de Prevenção e Controle de Infecções do ministério da Saúde de Cingapura. “E isso faz parte do plano - temos que deixar para lá.”


Durante meses, muitos residentes em Cingapura, a pequena cidade-estado do sudeste asiático, estudaram cuidadosamente os detalhes de cada novo caso de covid-19. Havia uma sensação palpável de medo quando as infecções atingiram dois dígitos pela primeira vez. E com o fechamento das fronteiras, também houve um sentimento de derrota, pois mesmo as medidas mais cuidadosas não eram suficientes para prevenir a infecção.


Cingapura imunizou totalmente 49% de sua população e citou Israel, que está mais à frente na vacinação com 58%, como modelo. Israel se concentrou em doenças graves, uma estratégia que as autoridades chamam de "supressão suave". E também está enfrentando seu próprio aumento acentuado de casos, de um dígito há um mês para centenas de novos casos por dia. O país recentemente voltou a exigir o uso de máscaras em ambientes fechados.


Michael Baker, epidemiologista da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, disse que os países pegando atalhos no caminho para a reabertura estão colocando pessoas não vacinadas em risco e brincando com a vida. “Neste momento, na verdade, acho muito surpreendente que os governos necessariamente decidam que sabem o suficiente a respeito de como esse vírus se comportará nas populações para escolher, ´Sim, vamos viver com ele`, disse Baker, que ajudou a elaborar a estratégia de eliminação da covid-19 da Nova Zelândia.

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