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Indústria baiana perde unidades produtivas e postos de trabalho

Entre 2018 e 2019, indústria baiana perdeu 8,2% das unidades locais, que representaram a redução em quase 1% (-0,9%) no número de postos de trabalho. Em 2019, as 5.358 unidades locais de empresas industriais em atividade na Bahia empregavam 215.922 pessoas. Com um saldo negativo de menos 477 unidades industriais em um ano, a Bahia caiu da 8ª posição para a 9ª entre os estados, além de perder a liderança no Nordeste para o Ceará, com 5.399 unidades locais. os números são da Pesquisa Industrial Anual - PIA Empresa,divulgadas nesta quarta-feira (21) pelo IBGE.


Mesmo encolhendo, a indústria baiana gerou, em 2019, R$ 56,151 bilhões em valor da transformação industrial (VTI, uma aproximação da contribuição para o PIB). Foi um montante 1,3% maior que no ano anterior (mais R$ 726 milhões). Assim, a produtividade do trabalho no setor, na Bahia, cresceu 2,2% em relação a 2018 e foi recorde em 2019: R$ 260.054 gerados por trabalhador. Com o resultado, o estado passou de 5a a 4a maior produtividade industrial do país.


Entre 2018 e 2019, na Bahia, a indústria alimentícia teve a maior perda de unidades locais (-568) e empregos (-1.575 trabalhadores). Por outro lado, a extração de petróleo teve o maior ganho de produtividade (mais R$ 237 mil por pessoa ocupada). Já a fabricação de bebidas registrou o maior aumento absoluto no valor gerado (mais R$ 512,6 milhões).


Em 2019, a Bahia respondia por 2,9% das 183.798 unidades locais de empresas industriais com 5 ou mais pessoas ocupadas em atividade em todo o Brasil. São Paulo (29,9%), Minas Gerais (12,4%) e Rio Grande do Sul (10,3%) tinham as maiores participações. 


Nacionalmente, também houve queda no número de unidades locais industriais entre 2018 e 2019, de 187.623 para 183.798 (-2,0% ou menos 3.825 em números absolutos), com reduções em 19 das 27 unidades da Federação. A Bahia teve o 4o maior recuo absoluto.


Em 2007, a Bahia concentrava mais da metade do valor gerado pelas unidades locais industriais na região (51,9%). Dez anos depois, em 2017, a participação baiana chegou a seu patamar mínimo (39,6%). Após crescer em 2018 para 41,5%, o resultado para 2019 mostrou queda, indo a 40,6%.


Nos dez anos compreendidos entre 2010 e 2019, os únicos estados que ganharam participação no valor gerado pela indústria do Nordeste foram Pernambuco (de 16,1% para 21,0%), Maranhão (de 3,7% para 6,1%) e Ceará (de 13,8% para 13,9%). Nesse período, a Bahia liderou a perda em pontos percentuais, caindo de 45,0% para os atuais 40,6%. Sergipe (de 4,5% para 3,6%) e Alagoas (de 3,7% para 2,8%) também tiveram reduções consideráveis da fatia regional.

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