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A fórmula e a descoloração



A campanha eleitoral de 2004 fervia em Camaçari. Luiz Caetano sonha com o 2º mandato. Precisa retornar ao poder para resgatar seu espaço político, lavar a roupa suja e quarar os adversários políticos até mudarem para o tom de cor da sua vontade. Farmacêtico de profissão, logo após deixar o poder em 1989, derrotado pelo mesmo Tude que venceu em 1985, foi produzir água sanitária para sobreviver. 


Mas a oposição, encabeçada pelo candidato Helder Almeida, vice de Tude que assumiu metade do mandato, não esquecia o passado e sempre que podia voltava o filme. “Esperto” era o adjetivo civilizado usado pelos adversários sobre Caetano, acusado de vender 1 litro (1.000 ml) de água sanitária em vasilhame de 900 ml. Real ou não, história de queimação de político é mais deliciosa na boca do povo que o charque do Seu Tote,  da Lama Preta. 


Numa dessas rodas, a  “Q-Boa de Caetano”  caiu no tanque da gozação. Alveja ou não alveja?. Tem ou não tem 1 litro?. Zezinho Carvalho, dono do antigo restaurante La Bodeguita, sai em defesa do correligionário com um argumento cristalino. Se Caetano quisesse lesar o consumidor não iria engarrafar água sanitária em embalagem de 900 ml. Colocaria mais 100 ml de água de torneira numa garrafa de 1 litro. O argumento deixou os adversários desbotados. 


Sobre a fábrica pouco se fala. Vencida as eleições para Helder, Caetano engarrafa de vez a idéia de vender água sanitária. Só não abre mão da fórmula de alvejamento e descoloração de adversários e até dos aliados.    


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