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Abril pode ser mais um mês crítico caso governos não adotem medidas restritivas

A pandemia pode permanecer em níveis críticos ao longo do mês de abril, prolongando a crise sanitária e colapso nos serviços e sistemas de saúde nos estados e capitais brasileiras. A análise consta de documento da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e mostra que o vírus Sars-CoV-2 e suas variantes permanecem em circulação intensa em todo o país. Além disso, a sobrecarga dos hospitais, observada pela ocupação de leitos de UTI, também se mantêm alta. Pela primeira vez, o Brasil superou a marca de 4 mil óbitos em 24 horas na terça-feira (6). 


“Ao longo da Semana Epidemiológica 13 houve uma aceleração da transmissão de Covid-19 no Brasil. Devido ao acúmulo de casos, diversos deles graves, advindos da exposição ao vírus ainda no mês de março, o vírus permanece em circulação intensa em todo o país”, explicam os pesquisadores. Segundo os dados, foi observado ainda um novo aumento da taxa de letalidade, de 3,3 para 4,2%. Este indicador se encontrava em torno de 2% no final de 2020. Os pesquisadores responsáveis pelo Boletim alertam que esse crescimento pode ser consequência da falta de capacidade de diagnosticar, correta e oportunamente, os casos graves, somado à sobrecarga dos hospitais. 


Com base neste cenário e a partir da premissa de que o essencial é proteger a saúde e salvar vidas, os pesquisadores do Observatório Covid-19 Fiocruz, responsáveis pelo estudo, defendem que é fundamental neste momento a adoção ou a continuidade de medidas urgentes, que envolvem a contenção das taxas de transmissão e crescimento de casos através de medidas bloqueio ou lockdown, seguidas das de mitigação, com o objetivo de reduzir a velocidade da propagação.


Para que se alcance o resultado esperado, o estudo destaca que essas medidas de bloqueio precisam ter pelo menos 14 dias de duração e, em algumas situações, mais tempo, dependendo da amplitude do rigor da aplicação. Na visão dos pesquisadores, é fundamental a adoção de medidas combinadas e complexas, assim como a coerência e a convergência dos poderes do Estado (Executivo, Legislativo e Judiciário), bem como dos diferentes níveis de governo (municipais, estaduais e federal), em favor dessas medidas de bloqueio. 


Dentre as medidas de bloqueio propostas estão a proibição de eventos presenciais, como shows, congressos, atividades religiosas, esportivas e correlatas, em todo o território nacional; a suspensão das atividades presenciais de todos os níveis da educação do país; o toque de recolher nacional a partir das 20h até as 6h da manhã e durante os finais de semana; o fechamento das praias e bares.


Fiocriz também defende a adoção de trabalho remoto sempre que possível, tanto no setor público quanto no privado; a instituição de barreiras sanitárias nacionais e internacionais, considerados o fechamento dos aeroportos e do transporte interestadual; a adoção de medidas para redução da superlotação nos transportes coletivos urbanos; a ampliação da testagem e acompanhamento dos testados, com isolamento dos casos suspeitos e monitoramento dos contatos. Estadão

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