Busca:

  Notícia
 
Vacina contra a zika ganha impulso com pesquisa de brasileiro


Paulo Verardi, é professor na universidade norte-americana de Connecticut

O cientista brasileiro Paulo Verardi, professor de patobiologia e ciências veterinárias na universidade norte-americana de Connecticut (Uconn), desenvolveu com sucesso em animais  um imunizante para o vírus causador da zika.


Além do imunizante ter se mostrado eficaz em estudos pré-clínicos, as descobertas podem ser úteis para combater outros flavivírus — gênero do qual o vírus zika faz parte e inclui os causadores da dengue, da febre amarela e da febre do Nilo Ocidental.


O estudo começou após o verão de 2015, quando ele visito a família no Brasil, pweríodo  em que o surto de zika começou a se espalhar, atingindo o status de epidemia. De volta aos Estados Unidos, Verardi chamou a então estudante de doutorado Brittany Jasperse em seu escritório e disse a ela que queria aplicar sua plataforma de vacina recém-desenvolvida para trabalhar em um imunizante para o vírus causador da doença Agora, o cientista publicou, na revista Scientific Reports, um artigo descrevendo o sucesso da substância em estudos pré-clínicos, com animais.


Avanços modernos na tecnologia genômica aceleraram o processo de desenvolvimento de vacinas. No passado, os pesquisadores precisavam ter acesso ao vírus real. Atualmente, apenas a obtenção da sequência genética do micro-organismo pode ser suficiente para se chegar a um imunizante, como foi o caso das vacinas contra covid-19 aprovadas para uso emergencial e da substância descrita para a zika por Verardi e Japerse. A dupla já entrou com pedido de patente provisória para a nova tecnologia.


Usando a sequência genética do Zika, Verardi e Jasperse desenvolveram e testaram várias vacinas candidatas, que criariam partículas semelhantes a vírus (VLPs). Trata-se de uma abordagem atraente porque os fragmentos se assemelham aos virais nativos e, portanto, acionam o sistema imunológico para montar uma defesa comparável ao que ocorreria durante uma infecção natural. O importante é que as VLPs não têm material genético e são incapazes de se replicar, ou seja, são seguras.


A vacina desenvolvida pelos dois cientistas é baseada em um vetor viral, o vírus vaccinia, que eles modificaram para expressar uma parte da sequência genética do Zika e, assim, produzir as partículas semelhantes a ele. O imunizante tem uma característica de segurança adicional: embora, no organismo, seja capaz de se replicar, o que seria perigoso, esse processo ocorre normalmente em cultura de células no laboratório. “Essencialmente, incluímos um botão liga/desliga”, sintetiza Jasperse. “Podemos ligar o vetor viral no laboratório quando o estamos produzindo, simplesmente adicionando um indutor químico, e podemos desligá-lo quando ele estiver sendo administrado como uma vacina, para aumentar a segurança.”


A equipe desenvolveu 5 vacinas candidatas em laboratório com diferentes mutações em uma sequência genética que atua como um sinal para secretar proteínas. Os cientistas avaliaram como essas mutações afetaram a expressão e a formação de VLPs do Zika e, em seguida, selecionaram a substância candidata que tinha a maior expressão de partículas para testar em um modelo de camundongo da patogênese do vírus Zika.


 


Verardi e Jasperse descobriram que os ratos que receberam uma única dose da vacina desenvolveram uma forte resposta imunológica e ficaram completamente protegidos da infecção pelo Zika. Os cientistas não encontraram nenhuma evidência do vírus no sangue dos camundongos infectados, que foram expostos ao vírus após a imunização.


O Zika faz parte de um grupo viral conhecido como flavivírus, que inclui os causadores de dengue, febre amarela e febre do Nilo Ocidental. As descobertas de Verardi e Jasperse — particularmente, as mutações que identificaram que aumentam a expressão de VLPs do Zika —, podem ser úteis para melhorar a produção de vacinas contra essas doenças, afirmaram os cientistas.

Mais Notícias

STF anula julgamento e torna Lula apto a disputar eleição de 2022
Seis por meia dúzia
Camaçari registra 16 óbitos e 67 novos casos de Covid em 24h
Pandemia restringe a entrada de brasileiros a apenas 8 países
Estudo diz que Brasil descuidou e virou epicentro da Covid
Bahia registra queda na atividade turística em fevereiro
Deserdados, Órfãos da Terra
Prazo para pagar IPTU com desconto termina terça-feira
TCU livra Lula e Dilma e condena Gabrielli por compra de refinaria
Camaçari registra 6 óbitos e 95 novos casos de Covid em 24h


inicio   |   quem somos   |   gente   |   cordel   |   política e políticos   |   entrevista   |   eventos & agenda cultural   |   colunistas   |   fale conosco

©2021 Todos Direitos Reservados - Camaçari Agora - Desenvolvimento: EL