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O sol de verão


Alguns pleiteantes, seja a cargo executivo ou legislativo, em Camaçari, já contam vitória no sentido da indução do eleitorado ao voto útil, observado em uma sociedade sem definição de conteúdo ideológico e/ou programático. Eles sabem que o jogo só se finda e se definem os eleitos após confirmação dos votos, contados e proclamados pela Justiça Eleitoral.  Até lá, a menos de 30 dias do pleito, as águas continuam passando por debaixo da ponte em direção ao oceano.


O fato real é que o atual prefeito, Antônio Elinaldo teve - e tem - melhores condições para caminhar em direção à reeleição ao dispor das janelas que a pandemia oportunizaram, não só pelas medidas emergências – distribuição alimentos e remédios – assim como a exposição na mídia para evidenciar as ações de combate ao Covid -19 no que se refere ao atendimentos dos infectados e medidas de contenção da expansão da doença, como também, na continuidade de obras de manutenção após as chuvas de inverno.


Os demais candidatos foram duramente atingidos pela proibição de reuniões e/ou manifestações que envolvesse aglomeração de pessoas. Mesmo assim o quadro não sugere contar assertivamente com uma vitória antecipada.


A vitória de um dos lados hegemônicos, há quatro décadas na política local, pode vir a alterar a correlação de forças, uma vez que o embate vem sendo nutrido pelos adeptos e simpatizantes dos dois lados.


Há de se notar que a presença histórica de um número considerado dos pleiteantes ao executivo municipal são dissidentes de um dos lados. Tanto José Eudoro Tude como Luiz Caetano tiveram a primeira oportunidade em cargo público no município no governo de intervenção de Humberto Ellery.


Elinaldo é fruto de uma estratégia, mal sucedida, de Luiz Caetano no sentido de conter ou minimizar a atuação do vereador Jorge Curvello, assim como Oziel teve seu primeiro mandato de vereador pelo Partido dos Trabalhadores, Sócrates chegou a ocupar a Secretaria de Assuntos Institucionais do governo do petista, Heckel Pedreira foi assessor da Secretaria de Assistência Social, na época comandada por Téo Ribeiro. Pedrinho de Pedrão, Josué Marinho e Antônio Carlos Soares, ao longo do tempo, foram satélites dos dois grupos.


Caso se consolide a vitória de Antônio Elinaldo, o Partido dos Trabalhadores deverá ter uma grande reformulação em seus quadros, uma vez, após duas derrotas consecutivas e com restrição temporária de pleitear cargos públicos, Caetano não terá a musculatura necessária para conter os que foram obstaculizados - Bira Coroa, Téo Ribeiro, Marcelino, etc. - em concorrer em 2020.


Elinaldo governará com a pretensão de ascender a líder do grupo e terá dificuldades em projetar um sucessor para o pleito de 2024. Se o PT conseguir eleger Ivoneide Caetano, nada assegura a continuidade da união estabelecida entre Elinaldo e José Tude para vencer em 2016. O tempo evidenciará as movimentações futuras e quem viver verá. 


Que DEUS e os Orixás nos protejam.


Adelmo Borges adelmobs@terra.com.br


Opiniões e conceitos expressos nos artigos são de responsabilidade do autor

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