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Eleitorado brasileiro envelheceu e 20% possuem mais de 60


O eleitor com mais de 60 anos e apto a votar  representa 1 em cada 5 votantes do Brasil. São 30 milhões de pessoas , o equivalente a 20% do eleitorado, o maior percentual já registrado desde 1992. É o que aponta um levantamento feito com dados do eleitorado disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).


Já o número de eleitores jovens tem caído nas últimas décadas. Em 1992, 4% do votantes tinham 16 ou 17 anos, faixa etária em que o voto é facultativo. Nestas eleições, esse grupo representa apenas 1% do eleitorado.


Enquanto no Brasil a média é de um idoso a cada cinco eleitores, esse percentual é ainda maior em cinco estados. Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul lideram o ranking: 25% dos eleitores têm a partir de 60 anos – ou seja, há um idoso para cada quatro eleitores. Em seguida, aparecem Minas Gerais (23%), São Paulo (22%) e Paraná (21%). Já os estados com o menor percentual de votantes com 60 anos ou mais são Amapá (11%), Roraima (13%) e Amazonas (13%).


Todos os 15 municípios com as mais altas taxas de eleitores idosos estão no Rio Grande do Sul. São, principalmente, municípios pouco populosos, onde estão registrados até 5 mil eleitores. O ranking municipal é liderado por Coqueiro Baixo (RS), onde 1.398 eleitores estão aptos a votar, sendo que 568 são idosos (41%).


Já o município com menos eleitores idosos é Luís Eduardo Magalhães (BA), com 4.697 idosos e 65.734 eleitores (7% do total). Logo em seguida está Sapezal (MT), onde 1.234 dos 17.938 eleitores são idosos (7%).


Nestas eleições, os idosos terão horário preferencial no dia da votação (das 7h às 10h), e as seções eleitorais devem adotar uma série de medidas para evitar a disseminação da Covid-19, como o uso do álcool em gel e as recomendações de levar a própria caneta e manter a distância de pelo menos 1 metro do outro eleitor na fila. Também é obrigatório usar máscara facial no local da votação.


A participação dos idosos no eleitorado brasileiro tem crescido nas últimas décadas. Em 1992, por exemplo, esse público representava 10% do eleitorado. Em 2000, era 13%. Em 2010, 15%. Nestas eleições, 20%. Em números absolutos, a quantidade de eleitores idosos saltou de 9,5 milhões em 1992 para 30,2 milhões em 2020, segundo os dados do TSE, que podem apresentar diferenças em razão dos processos de atualização dos cadastros de eleitores.


Essa tendência observada entre os eleitores reflete o fenômeno da transição demográfica que o Brasil está vivendo, segundo o demógrafo do IBGE Marcio Mitsuo Minamiguchi. Isso deve continuar até 2060, quando o Brasil deverá ter cerca de 30% de pessoas acima de 60 anos.


“O tamanho do eleitorado de idosos está intimamente ligado à estrutura da população. Os idosos são uma parcela bastante representativa da sociedade. O envelhecimento da população é reflexo do que chamamos de transição demográfica, que consiste na passagem de níveis mais altos para níveis baixos tanto de fecundidade quanto de mortalidade", diz.G1

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