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Aumenta número de homens que realizam tarefas domésticas

É cada vez maior o número de  homens que se dedicam aos afazeres domésticos e cuidados de outras pessoas, como crianças e idosos da família. Mesmo com esse crescimento registrado pelo estudo “Outras Formas de Trabalho 2019”  do IBGE, os homens ainda gastam em torno da metade do tempo dedicado pelas mulheres a atividades como cozinhar, lavar louça, limpar os cômodos ou lavar roupa.


Com mais funções em casa, as mulheres têm menos tempo para se dedicar ao trabalho remunerado: a carga horária semanal das mulheres empregadas ou com trabalho informal tem 5,1 horas a menos do que os homens. Somando a jornada dupla em casa, porém, elas trabalham 3 horas a mais por semana.


No ano passado, 80,6% dos homens de 14 anos ou mais se dedicaram a algum afazer doméstico ou cuidaram de pessoas, ante 80,4% em 2018 e 74,10% em 2016. São 643 mil homens a mais de 2018 para 2019. Só que eles gastaram, em média, 11 horas por semana com esses afazeres, incluindo o cuidado com crianças e idosos, enquanto as mulheres gastaram uma média de 21,4 horas semanais.


O estudo mostra que as mulheres trabalham mais em casa mesmo quando estão empregadas, a chamada jornada dupla. Os homens “ocupados” (que têm um emprego, formal ou não, conforme a classificação das pesquisas sobre mercado de trabalho) dedicam 10,4 horas por semana para afazeres domésticos, contra 18,5 horas das mulheres ocupadas. Os homens sem ocupação aumentam essa dedicação para 12,1 horas semanais, enquanto, no caso das mulheres sem ocupação, são 24 horas semanais dedicadas a afazeres domésticos ou cuidados com pessoas.


Além disso, em 2019, as mulheres ocupadas que também cuidavam de tarefas do lar gastaram 34,8 horas em seus trabalhos remunerados fora de casa, totalizando uma dupla jornada de 53,3 horas por semana. Os homens ocupados que também fizeram tarefas domésticas trabalharam em média 39,9 horas em seus empregos, com dupla jornada de 50,3 horas.


Para piorar a discrepância entre homens e mulheres em relação à divisão dos cuidados do lar, a diferença de horas dedicadas entre os afazeres domésticos e o cuidado de pessoas tem crescido. Em 2019, as mulheres gastaram 10,4 horas a mais do que os homens a essas atividades, exatamente a mesma diferença registrada em 2018, mas acima do visto em 2017 (10,1 horas) e 2016 (9,9 horas), início da série histórica dessas informações na Pnad-C.


Enquanto 78,6% dos homens fazem tarefas do lar (sem considerar cuidados com pessoas), contra 92,1% das mulheres, quando se considera toda a população com 14 anos ou mais, a discrepância é maior quando se considera apenas as pessoas que moram na condição de “filho(a) ou enteado(a)”: em 2019, apenas 66,5% dos filhos ou enteados faziam tarefas domésticas, contra 84,8% das filhas ou enteadas.


Como já indicado nas edições anteriores do estudo, essa diferença entre a proporção de homens e mulheres fazendo tarefas domésticas é maior no Nordeste (69,2% dos homens com 14 anos ou mais, contra 90,2% das mulheres) e menor entre as pessoas de maior escolaridade (85,7% dos homens com ensino superior completo, contra 93,4% das mulheres com o mesmo nível de instrução).


Quando é responsável sozinho pelo domicílio, 92,6% dos homens cozinham e lavam a louça e 86,7% cuidam da limpeza. As taxas são equivalentes às das mulheres responsáveis sozinhas pelo domicílio: 97,5% e 85,3%, respectivamente. Quando moram com um cônjuge, 57,7% dos homens cozinham e lavam a louça e 67,8% se dedicam à limpeza, ante 97,5% e 85,5%, respectivamente, no caso das mulheres. Estadão

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