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Camaçarico 14 de fevereiro 2020


Sinal amarelo O ex-alcaide de Camaçari, o petista Luiz Caetano, parece que está desaprendendo as regras básicas de trafegabilidade na política. A última barbeiragem do também ex-deputado federal, estadual e vereador foi a exoneração de Ana Gomes, do Podemos, de uma das coordenações da 28ª Ciretran (Circunscrição Regional de Trânsito) no município. 


Sinal amarelo 2 Importante liderança feminina e com forte influência no voto de significativa parcela dos católicos do município, Ana foi afastada do cargo 45 dias antes do prazo legal para a sua desincompatibilização, já que é candidata a vereadora.  


Sinal amarelo 3 A exoneração, publicada no Diário Oficial do Estado de terça-feira (11) e anulada, conforme publicação no mesmo DO do dia seguinte, gerou trauma e abalroamento em um dos partidos da base oposicionista no município que hoje apoiam a candidata do PT e esposa de Caetano, a advogada Ivoneide Caetano. 


Sinal amarelo 4 Segundo apurou o Camaçarico, a decisão avalizada pelo núcleo caetanista, dentro do acordo  de espaço na estrutura do governo estadual, põe em dúvidas a certeza de fidelidade e até de manutenção da aliança Podemos/PT. A exoneração de Ana Gomes teve repercussão negativa na base do partido comandado no município pelo ex-candidato a prefeito Maurício Bacelar. Ainda de acordo com essas mesmas fontes, a militância entendeu como um sinal de desprestígio do partido e já discute, ainda que sem autonomia, a possibilidade do Podemos seguir na base do governador Rui Costa (PT), mas sair com um candidato a prefeito próprio como forma de garantir sua unidade e  poder de briga por  representação no Legislativo a partir de 2021. 


Sinal amarelo 5 Nesse fatiamento de poder, outro cargo do Podemos é o comando geral da Ciretran, hoje com Chico Tur, outro que deve deixar o cargo no final de março para disputar uma das 21 vagas na Câmara de Vereadores. Manutenção do sucessor com a legenda é outra incógnita. 


Canudo  Os estudantes da Faculdade Metropolitana de Camaçari (FAMEC) estão preocupados com os rumos que a unidade de ensino está tomando. Reclamam da falta de professores, da escassez de aulas e das mudanças sem a devida discussão com os alunos sobre o processo de aplicação das disciplinas com a modalidade semipresencial. 


Canudo 2 Mesmo autorizada pelo Ministério da Educação, dizem que parte dessas mudanças prejudicam a qualidade com resultados na precarização do ensino. Citam, como exemplo as aulas de Direito Civil 4. Com carga de 40 horas, e fundamental para o exame da OAB (Ordem dos Advogados), disciplina passa a ter metade da sua aplicação sem a presença do professor em sala de aula.


Canudo 3 A Coluna apurou que as mudanças na Famec, que também oferece cursos nas áreas de administração, enfermagem, engenharia, fisioterapia e pedagogia não acontecem apenas no curso de direito. Cerca de 20 professores deixaram a faculdade só nos dois primeiros meses deste ano. Parte foi afastada pela implantação dessa nova metodologia de aplicação das aulas, que incluem videoconferências, atividades interativas, apesar de coordenadas e acompanhadas por um professor tutor.  


Proteína O shopping Boulevard Camaçari pode não ser um campeão em vendas, mas segue na liderança quando se trata de dificultar a vida de boa parte dos empregados das dezenas de lojas instaladas no seu espaço de comércio. Em circular datada de 4 a de fevereiro, a direção do shopping reafirma a proibição de comercialização de quentinhas fornecidas por microempresários. Medida atinge diretamente  dezenas de empregados das lojas que precisam  driblar a crise e os baixos salários.


Proteína 2 Sem preço diferenciado para os trabalhadores  das lojas, empregados garantem que  não podem pagar pelo cardápio cobrado na praça de alimentação e em outros espaços onde são comercializados lanches e refeições no shopping.


Proteína 3 Em contato com o Camaçarico, trabalhadores reclamam da medida e dizem que estão sendo humilhados, pois estão sendo obrigados a buscarem e consumirem essas refeições na área externa do shopping.


Proteína 4 Numa conta simples fica claro que o trabalhador que ganha entre 1 e 2 salários mínimos não pode pagar por uma refeição onde o preço do quilo que pode chegar a R$ 70. Sem condições de trazer o alimento de casa, a alternativa é a quentinha fornecidas por microempresários externos, com preços que variam de R$ 5 a R$ 15.


Proteína 5 Segundo apurou a Coluna, essa política de impedimento de consumo de alimentos que não sejam produzidos ou comercializados por lojas do shopping começa a virar padrão em outros shoppings do estado. No shopping Salvador as restrições já começaram, mas o maior centro de compras da capital oferece um restaurante alternativo com preços populares. A pressão também começa a aumentar nos shoppings da Bahia e Barra. 


Confira todas as Colunas acessando o link    http://www.camacariagora.com.br/camacari.php


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com (Editor)


14/2/2020

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