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Polícia do Rio desmente informação da SSP-Bahia sobre miliciano


A subsecretaria de inteligência da Polícia Civil do Rio de Janeiro afirma que o miliciano Adriano Magalhães de Nóbrega não estava acompanhado de seguranças no sítio onde estava escondido na Bahia antes da operação que resultou na sua morte, no domingo (9).


A informação contradiz o secretário de Segurança da Bahia, Maurício Barbosa, que havia afirmado que homens que faziam a segurança de Adriano foram presos antes do confronto.


"Foram pegas pessoas que estavam dando cobertura, com armamento na mão, que indicaram que ele (Adriano) estava em um terreno próximo. A polícia fez o cerco, e ele tava com a pistola na mão e reagindo", afirmou o secretário da polícia baiana ao G1 na segunda-feira (9). O portal G1 entrou em contato com a polícia da Bahia mas não obteve resposta.


Ainda segundo a polícia do Rio, os passos de Adriano foram monitorados durante nove meses. O miliciano passou pelo estado de Minas Gerais antes de ser encontrado na Bahia. A polícia recebeu ainda denúncias de que o miliciano viajou para o Panamá, mas as informações não foram confirmadas.


Adriano Magalhães de Nóbrega aparece nas escutas telefônicas do Ministério Público como "Capitão Adriano" ou "Gordinho". Ele é apontado como um dos principais responsáveis pelo crime de agiotagem da milícia de Rio das Pedras.


Adriano era considerado por policiais e investigadores como um indivíduo violento. Ex-capitão da tropa de elite da PM, Adriano foi preso duas vezes suspeito de ligações com a máfia de caça-níqueis.


Em 2011, foi preso na Operação Tempestade no Deserto, que mirou a cúpula do jogo do bicho. Na época, a investigação apontou que ele era segurança de José Luiz de Barros Lopes, bicheiro conhecido como Zé Personal, morto no mesmo ano.


Segundo o MP, o ex-capitão também era o responsável pela segurança da esposa de Zé Personal, Shanna Harrouche Garcia, filha do bicheiro Waldomir Paes Garcia, o Maninho, morto em 2004.


Em 2014, Adriano e o primeiro-tenente João André Ferreira Martins foram expulsos da PM, considerados culpados nas acusações de associação com a contravenção.


De acordo com promotores e policiais, o ex-capitão era considerado um dos líderes do chamado Escritório do Crime, grupo que reúne policiais e ex-policiais que cometem homicídios em troca de dinheiro.


Adriano também era investigado por suspeita de participar do repasse de dinheiro ao então deputado estadual Flávio Bolsonaro, no esquema chamado de rachadinha.


A mulher e a mãe de Adriano, Danielle Mendonça da Costa da Nóbrega e Raimunda Veras Magalhães, trabalharam no gabinete de Flávio.


Segundo o MP, elas teriam recebido R$ 1 milhão em salários sem nunca ter aparecido para trabalhar. Desse total, R$ 200 mil foram transferidos para contas de Fabrício Queiroz, ex-funcionário do gabinete de Flávio Bolsonoro.


Outros R$ 200 mil foram sacados em dinheiro vivo. Os promotores acreditam que essa quantia foi repassada em mãos para o esquema.


Expulso da corporação por envolvimento com jogo do bicho, Capitão Adriano (como era conhecido) foi homenageado, mais de uma vez, pelo então deputado estadual Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ), hoje senador. Portal G1 

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