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Produção industrial baiana fecha 2019 com queda de 2,9%

A produção industrial da Bahia, descontados os efeitos sazonais, teve queda de 2,4% em dezembro de 2019 frente ao mês novembro. Com os resultados de dezembro, a indústria da Bahia fechou 2019 com queda de produção (-2,9%) em relação ao ano anterior, voltando a apresentar resultados negativos nesse indicador acumulado, após o avanço de 0,8% verificado em 2018.


Segundo a Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física Regional (PIM-PF Regional), do IBGE,  esse resultado negativo  já havia sido apresentando de outubro para novembro (-3,4%). Na comparação com dezembro de 2018, a produção industrial baiana também mostrou retração (-4,7%). 


Foi o 7º recuo consecutivo na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Nesse confronto, o desempenho da indústria brasileira foi negativo (-1,7%), com quedas em 7 dos 15 locais investigados, e a Bahia teve o terceiro pior resultado, acima apenas das retrações registradas no Espírito Santo (-24,8%) e em Minas Gerais (-13,6%).


No país como um todo, de novembro para dezembro, a produção industrial caiu, mas com menos intensidade (-0,7%), mostrando resultados negativos em 12 dos 15 locais pesquisados.  


A trajetória negativa do setor industrial no estado se iniciou em 2014 (-2,6%), chegou ao nível mais baixo em 2015 (-6,9%) e se manteve em queda, apesar da redução na intensidade do recuo, em 2016 (-5,1%) e 2017 (-1,5%).


Ao longo de 2019, sempre frente ao mesmo período de 2018, a produção industrial baiana ficou positiva apenas no segundo trimestre, puxada pelo bom desempenho de maio (12,2%). Foi um dos dois únicos meses de crescimento da produção no ano passado. Além dele, a indústria na Bahia cresceu apenas em fevereiro (2,4%).


O desempenho da produção industrial baiana em 2019 (-2,9%) foi pior que a média nacional (-1,1%) e acompanhou as retrações verificadas em 7 dos 15 locais pesquisados pelo IBGE. Foi ainda a quarta queda mais intensa do país; um desempenho melhor apenas que os verificados no Espírito Santo (-15,7%), em Minas Gerais (-5,6%) e no conjunto dos estados da região Nordeste, exceto Bahia, Pernambuco e Ceará (-3,1%).


No outro extremo, em 2019, o resultado da produção industrial foi positivo em 8 dos 15 locais pesquisados, com destaques para Paraná (5,7%), Amazonas (4,0%) e Goiás (2,9%)


Em queda, fabricação de produtos químicos (-17,0%), papel (-8,1%) e veículos (-4,5%) puxam resultado negativo da indústria baiana em 2019


Em 2019, o recuo de 2,9% na produção industrial baiana foi resultado do desempenho negativo tanto da indústria extrativa (-2,6% no acumulado no ano) quanto da indústria de transformação (-3,0%). Das 11 atividades da transformação investigadas em separado no estado, 6 viram sua produção cair no ano passado.


Com a maior queda acumulada, a fabricação de outros produtos químicos (-17,0%) foi também quem mais puxou o resultado geral do estado para baixo. Todos os produtos investigados nesse segmento fecharam o ano de 2019 com produção menor que em 2018.


A atividade é a segunda mais importante na estrutura do setor industrial baiano e teve o segundo recuo anual consecutivo (sua produção já havia caído 6,2% em 2018).


Com retrações e pesos importante na estrutura da indústria baiana, os segmentos de celulose, papel e produtos de papel (-8,1%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (-4,5%) também foram decisivos para o desempenho negativo da produção no estado, em 2019.


O resultado do ano passado só não foi pior porque atividades industriais igualmente relevantes apresentaram avanços. As influências positivas foram lideradas, respectivamente, pela fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (que tem o maior peso na Bahia e cresceu 2,5% no ano) e pela metalurgia (6,4%). Ambas mostraram o segundo ano de alta seguida na produção.


O destaque de 2019 em termos de magnitude da taxa crescimento, porém, ficou mais uma vez com a fabricação de bebidas. Após ter avançado expressivos 10,1% em 2018, o segmento viu sua produção aumentar em todos os meses de 2019 e fechou o ano com a maior alta do estado (15,0%).

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