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APLB-Sindicato critica projeto de reforma do governo do estado

O Sindicato dos Professores e Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB-Sindicato), classificou como "um arremedo de tabela que só vai prejudicar a categoria", o projeto de lei enviado pelo governador Rui Costa (PT) à Assembleia Legislativa do Estado da Bahia (AL-BA). Segundo o governo, a proposta tem como objetivo readequar vencimentos dos docentes e coordenadores pedagógicos ao piso nacional.  


"Aquilo ali não é reajuste salarial, não foi discutido com a diretoria da APLB, aquilo é um arremedo de tabela que só vai prejudicar a categoria. Somos contra aquela tabela, que não foi discutida com ninguém e quer votar de qualquer maneira. Se isso acontecer,  a categoria vai reagir. Isso é um absurdo não discutir com ninguém e querer votar imediatamente. Se o governo tiver juízo, ele vai sentar para discutir para o que se pode fazer, pois aquela tabela é um engodo", disse Rui Oliveira,  coordenador-geral da APLB-Sindicato. 


Com a medida, o governo estima que 12,1 mil educadores, entre professores e coordenadores pedagógicos, além dos já aposentados, receberão reajuste salarial e terão vencimentos acima do piso nacional (R$ 2.886,15). A proposta foi incluída na pauta da convocação extraordinária dos deputados estaduais na AL-BA, por isso deve ser votada até a próxima semana.  


O presidente do sindicato alertou ainda para o fato de a tabela ser "uma conquista de 2012 depois de uma greve de 115 dias". Segundo ele, "qualquer reajuste, se não for linear, achata a tabela".  


Ainda segundo a  APLB-Sindicato, o que o governo fez foi pegar uma coluna que estava abaixo do mínimo e deu o piso salarial que foi 12%. Isso achatou sensivelmente a tabela e cria-se grandes distorções, enfatizou o dirigente  Rui Oliveira. A entidade defende  mais discussão e a apresentação de uma nova proposta. " Como o governo manda uma mensagem daquela e sai por aí alardeando coisas falsas, queremos que retire a tabela, não vote nada e discuta o que fazer com a categoria", disse Costa. 

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