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População de evangélicos no Brasil será maioria em 2032

Os evangélicos  podem ser maioria da população brasileira a partir de 2032. A previsão é de José Eustáquio Alves, doutor e pesquisador em demografiae funcionário aposentado recentemente do IBGE. Após cinco séculos de predomínio da Santa Sé, vem aí a era da maioria evangélica, diz.  


A partir de 2022, o ano em que o país comemora sua independência, os seguidores do Vaticano devem encolher para menos de 50% e, 10 anos depois, em 2032  seriam 38,6% da população. Já os evangélicos alcançariam na próxima década a marca dos 39,8%. Ou seja, superariam os irmãos de fé cristã. 


 "Não sei se este crescimento vai continuar. Não existe nenhum determinismo nesta questão", diz Alves. "Mas é uma possibilidade que está aberta, e os evangélicos podem, sim, ser maioria absoluta lá pelos idos de 2050. O futuro dirá?"


Em artigo de 2017, Alves calculou que evangélicos ultrapassariam católicos até 2040. Esse deslocamento demográfico aligeirou, contudo, o que o levou a antecipar essa tendência em alguns anos.


Entre 1991 e 2010, os católicos caíam 1% ao ano, e os evangélicos cresciam 0,7%. Segundo Alves, são várias as indicações de que a queda do primeiro grupo passou para 1,2% nos últimos anos, a e a subida do segundo, para 0,8%. Se aplicar estas taxas num modelo de projeção geométrica, diz o demógrafo, chegamos a essa projeção.


De 2010 para cá, o tropeço seria ainda maior. Hoje, católicos são metade do país, segundo pesquisa Datafolha feita no começo de dezembro de 2019. E foram os evangélicos que melhor ocuparam esse espaço vago, seguidos por pessoas que se declaram de outras religiões ou sem nenhuma delas (este grupo, no período, expandiu-se em torno de 0,4% por ano).


Para o pesquisador, palavras-chave para essa aceleração: ativismo evangélico, passividade católica e maior interação entre igrejas evangélicas e política. E pode colocar nessa equação o apoio em massa dos maiores líderes do segmento ao presidenciável Jair Bolsonaro em 2018.


Três décadas bastaram para o Brasil perder um monopólio relativamente estável desde a chegada dos portugueses , que celebraram a primeira missa por aqui em 26 de abril de 1500, quatro dias após desembarcarem.


O primeiro censo demográfico nacional, de 147 anos atrás, num território ainda sob auspícios imperiais, revelou que 99,7% da população (quase 10 milhões de pessoas) se curvava à Santa Sé.


É claro que é preciso certa cautela para se debruçar sobre esses dados, diz o pesquisador. "Em 1872, éramos uma monarquia, e a católica era a religião oficial. Outras religiosidades eram perseguidas ou bastante controladas. Por exemplo, todos os escravos foram definidos como católicos, sem ter chance de escolhas. As crenças indígenas também não apareceram."


Para Clemir Fernandes, pastor batista e sociólogo do Iser (Instituto de Estudos da Religião), outro cuidado a ser tomado diz respeito ao potencial de dilatação dos evangélicos. "Todos os movimentos têm tetos de crescimento, pois estão em interação com muitos outros." Estadão

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Camaçarico 23 de janeiro 2020


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