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Abrolhos corre risco com exploração de petróleo e gás

O Parque Nacional de Abrolhos, no extremo sul da Bahia, região que concentra a maior biodiversidade e o maior banco de corais da parte sul do Oceano Atlântico  tem seu futuro comprometido com o leilão que o governo  realiza nesta qyinta-feira (10) para exploração de petróleo e gás na região. Além do protesto doIbama e de ambientalistas, o Ministério Público Federal (MPF) entrou em setembro deste ano com ação civil que buscou a retirada dos blocos situados nas bacias de Camamu-Almada e Jacuípe do leilão.


Com 87.943 hectares de unidades de conservação que interligam importantes ecossistemas marítimos e costeiros, incluindo áreas de manguezais das quais comunidades tradicionais pesqueiras tiram seu sustento, berçário de reprodução de baleias jubarte e local de sobrevivência de várias espécies em risco de extinção, como tartarugas e aves marinhas, Abrolhos fica a 130 quilômetros da bacia de Camuamu-Almada, onde  o governo abre  exploração de petróleo e gás.


Decisão  vai na contramão de um parecer técnico do Ibama feito em abril, no qual especialistas do órgão reforçam a necessidade de estudos ambientais antes dos blocos serem ofertados às empresas. E alertam para o risco de danos "irreversíveis" em uma região de extrema sensibilidade ambiental caso haja vazamentos de óleo, especialmente num contexto em que as próprias empresas petrolíferas não têm conseguido apresentar, em nível mundial, planos de emergência eficazes e ágeis para minimizar danos em caso de acidentes.


A preocupação de ambientalistas com a oferta de blocos para exploração mais próximos a Abrolhos ganhou ainda mais força no último mês, com a vulnerabilidade dos mares brasileiros que ficou evidente diante do vazamento de óleo cru que já atinge todos os estados nordestinos, e já atingiu até o norte da Bahia. "O Brasil não está preparado para lidar com grandes acidentes ambientais, qualquer que seja a natureza desse acidente, incluído grandes vazamentos de óleo e petróleo no mar", afirma a pesquisadora Célia Faganello, da Universidade Federal do Sul da Bahia. O monitoramento marítimo é de responsabilidade da Marinha, que diz atuar com 5.000 homens e 650 embarcações nas fiscalizações.


Segundo os técnicos do Ibama, um possível vazamento de óleo na região de Abrolhos poderia se estender rapidamente pelos litorais norte e sul da Bahia e chegar à costa do Espírito Santo, incluindo todo o complexo recifal do Banco de Abrolhos. Além do risco, o retorno finaceiro é baixo, já que esses blocos, representam apenas 0,3%, cerca de 10,8 milhões de reais da arrecadação total estimada pelo Governo com este leilão, que inclui 36 blocos no país. 


Pesquisadores da região também se preocupam com os impactos da atividade, considerada de risco, para além da possibilidade de um acidente. A parte sísmica para exploração da área, por exemplo, já poderia impactar as baleias jubarte, que se orientam pelo som e migram para a região entre os meses de julho e novembro para se reproduzir. A espécie foi retirada da lista brasileira de animais em extinção há cinco anos, graças a programas de recuperação desenvolvidos por pelo menos três décadas.

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