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Brasil é o vice-campeão em casos de sarampo das Américas


No primeiro semestre de 2019 foram registrados mais casos de sarampo que em qualquer ano desde 2006, segundo dados provisórios publicados nesta segunda-feira pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Nas Américas, o Brasil com 1.045, é o 2º com mais  doenças. Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), só perde para os Estados Unidos com 1.172 casos. Em 3º aparece a Venezuela com  417 registros.


Desde janeiro, 182 países notificaram 364.808 casos de sarampo, quase três vezes os contabilizados no mesmo período do ano passado. Para a OMS este número é ainda maior. Organização  calcula que esse número  reflete apenas 10% dos casos reais.  Em 2017, último ano para o qual há cifras, ocorreram 110.000 falecimentos no mundo, principalmente de crianças com menos de cinco anos.


Estas cifras são um toque de atenção muito poderoso”, adverte o epidemiologista Antoni Trilla, do Hospital Clínic de Barcelona. “A saúde do mundo está em risco sempre que em alguma parte do planeta existir a possibilidade de epidemia ou de manutenção do vírus”, acrescenta. Embora o sarampo fosse considerado erradicado em todo o continente americano e em grande parte da Europa, atualmente há surtos registrados em todas as regiões da OMS.


O aumento mais drástico de casos se deu na África, onde o número de pacientes se multiplicou por 10 desde o ano passado. A situação também piorou muito rapidamente na região europeia da OMS (que inclui países não membros da UE, como Israel, Ucrânia e Rússia): já foram registrados quase 90.000 casos neste ano, mais que aqueles contabilizados ao longo de todo 2018 (84.462). Os países mais afetados são a República Democrática do Congo, Ucrânia e Madagascar, assolados por epidemias há meses.


“Aumentou a desigualdade e a falta de acesso à vacina nos países em desenvolvimento”, diz Amos García-Rojas, presidente da Associação Espanhola da Estudos da Vacinas. Ele atribui o avanço do sarampo, sobretudo, à pobreza e à guerra. Inclusive em Estados ricos, os especialistas observam que pode haver setores desfavorecidos da população, como as famílias nômades, que são mais suscetíveis a adoecer por sua exclusão do sistema sanitário. Em vários países, o sarampo também avança agora entre adolescentes e adultos jovens que pularam as vacinas na infância.


O sarampo é uma doença viral transmitida facilmente pelo ar ou por contato pessoal. Passado um período de incubação de até 12 dias — durante o qual já é contagioso —, o vírus produz febre alta e erupções cutâneas. Além disso, pode derivar em complicações sérias, como pneumonia, cegueira ou encefalite, uma inflamação cerebral que às vezes deixa sequelas muito graves, inclusive a morte. El País

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