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Amazon amplia automação e gera cortes de postos de trabalho


Empresa com o maior valor do mundo comercializa via internet produtos diversos

A Amazon gigante mundial que comercializa via internet produtos diversos, incluindo brinquedos, eletrônicos, vestuários e acessórios, está implementando máquinas para automatizar um trabalho de encaixotar pedidos de clientes,  hoje realizado por trabalhadores. Essas instalações normalmente empregam mais de duas mil pessoas, mas com a automação do trabalho é estimado um corte de mais de 1,3 mil funcionários da empresa. Com a mudança, a Amazon pretende gastar US$ 1 milhão por máquina, mais as despesas operacionais.


Considerada  uma das maiores do mundo, a Amazon faturou no ano passado US$ 232,9 bilhões, um crescimento de 31% em relação à temporada anterior.  A empresa é avaliada em torno de US$ 840 bilhões, é a mais valiosa do mundo, seguida da Microsoft com  valor de US$ 800 bi. 


A tecnologia escaneia mercadorias que chegam por uma esteira e as embala segundos depois em caixas personalizadas para cada item, disseram à agência de notícias Reuters duas pessoas envolvidas no projeto. A ideia da Amazon é instalar duas máquinas em dezenas de armazéns, removendo pelo menos 24 funções em cada local. A empresa espera recuperar os custos da automação em menos de dois anos.  


O plano mostra como a Amazon está tentando reduzir mão-de-obra e aumentar lucros, já que a automação da tarefa mais comum do armazém,  que é pegar um item,  ainda está fora do seu alcance. A Amazon é famosa por sua iniciativa de automatizar o maior número possível do seu negócio, seja no preço de mercadorias ou no transporte de itens em seus depósitos. Mas a empresa está em uma posição precária ao considerar a substituição de empregos que lhe renderam subsídios e boa vontade pública.


A Amazon foi criada por Jeff Bezos em 1994, quando a internet ainda não havia se popularizado. Prevendo os avanços que poderiam acontecer na rede, o executivo resolveu criar um novo modelo de negócio: vendas e distribuição online de livros.


A Amazon chegou ao Brasil em 2012, quando vendia apenas livros eletrônicos. Em 2014, a empresa de Jeff Bezos expandiu seus negócios em solo brasileiro, adicionando a venda de livros físicos. Mas foi somente em 2017 que a Amazon deixou de comercializar exclusivamente livros e ampliou os negócios. Hoje é possível encontrar na Amazon Brasil produtos de inúmeras categorias. No Brasil a empresa tem um centro de distribuição na cidade de Cajamar, interior de São Paulo. O espaço tem 47 mil metros quadrados e possui tecnologia toda baseada nos padrões americanos.

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