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Governo Bolsonaro vai cortar investimentos no 'Sistema S'

Os recursos federais que são repassados ao Sistema S, que inclui entidades como Sesi, Sesc e Senac, e comandadas pelas confederações empresariais do País, devem sofrer cortes que podem chegar a 50%. A garantia é do   futuro ministro da Economia, Paulo Guedes. Durante almmoço com  empresários da Federação das Indústrias do Rio (Firjan), Guiedes foi enfático ao defender a redução. “Tem que meter a faca no Sistema S”, disse a uma plateia de empresários.


Segundo o economista Marcos Cintra, que vai comandar a secretaria especial da Receita Federal, o processo será gradual, mas vai começar “imediatamente”. “Muito do que o Sistema S faz pode ser feito pelo mercado de forma competitiva. Preservaremos as atividades com características de bens públicos”, disse. Segundo ele, o futuro governo pretende desonerar a folha de salários das empresas para estimular empregos.


O Sistema S foi concebido na década de 1940 para promover capacitação de mão de obra, cultura e lazer para o trabalhador. Custeado pela contribuição das empresas, passou a ser administrado pelas federações patronais, que recebem uma espécie de “taxa de gestão”. Uma parte das contribuições e tributos que as empresas pagam sobre a folha de pagamento é repassada para as entidades do Sistema S. O dinheiro deve ser usado para treinamento profissional, assistência social, consultoria, pesquisa e assistência técnica. Neste ano, foram repassados R$ 17,1 bilhões. Em 2017, R$ 16,5 bilhões.


Os gastos são todos executados pelo setor privado  que indica os dirigentes das entidades. Especialistas em orçamento criticam a falta de transparência na aplicação dos recursos do Sistema S.


Entidades como a Confederação Nacional do Comércio (CNC), Confederação Nacional da Indústria (CNI) e Confederação Nacional da Agricultura (CNA) não quiseram comentar as declarações de Paulo Guedes. Estadão

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