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Quase 7 milhões de baianos vivem abaixo da linha de pobreza

Quatro em cada 10 pessoas, que equivale 44,8% da população ou cerca de 6,9 milhões de pessoas, viviam abaixo da linha de pobreza no ano passado. O percentual de pessoas abaixo da linha de pobreza na Bahia, em 2017, ficava bem acima da média nacional  de 26,5%, cerca de 55 milhões de pessoas. Os números foram apresentados nesta quarta-feira (5/12), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 


Ainda segundo o IBGE, o número de brasileiros em situação de extrema pobreza cresceu em 2017, frente ao observado em 2016.  O Nordeste teve o maior avanço de pessoas nessa condição: eram 23,9% em 2016 e passaram a 25%, alta de 1,1 ponto percentual. Também aumentou  o  número de famílias classificadas como pobres que vivem com menos de R$ 406 por mês. Essa faixa subiu em 2 milhões de pessoas no mesmo período, chegando a um total de 54,8 milhões de brasileiros nessa situação. 


Na prática, cerca de um quarto da população (26,5%) estão abaixo da linha de pobreza do Banco Mundial, que, para países com renda média-alta, como o Brasil, considera a linha de corte de US$ 5,50 por dia por pessoa – em valores de 2011, atualizados na pesquisa do IBGE. Em 2016, 52,8 milhões de brasileiros, ou 25,7% da população, estavam nessas condições.


Já no corte das famílias que têm renda domiciliar per capita inferior a R$ 85 mensais, houve alta de 0,7 ponto percentual, na comparação entre 2016 e 2017, de 4% para 4,7%. Esse é o valor de rendimento que permite ao cidadão ser beneficiário do programa federal Bolsa Família. Novamente, o indicador está acima da média no Nordeste, região que mais cresceu na comparação anual, de 7,4% em 2016 para 9% em 2017.  


Na segunda faixa de recebimento do Bolsa Família, com domicílios com renda per capita de R$ 85 a R$ 170 mensais, o indicador ficou estável em 4,1% no ano passado. Nessa comparação, o Nordeste, por exemplo, teve ligeira alta, de 8,5% para 8,7% dos domicílios. No Sudeste, que concentra a população mais rica do país, o crescimento de pessoas em extrema pobreza cresceu na mesma proporção-- era 1,5% em 2016 e passou a 1,8% no ano seguinte.


O Brasil tem 15 estados com percentual de população em extrema pobreza que supera a média nacional, sendo os destaques mais negativos o Maranhão (54,1%) e Alagoas (48,9%), com metade de sua população nessa condição. Na ponta oposta, Santa Catarina (8,5%) e Rio Grande do Sul (13,5%) apresentaram os menores percentuais. Rio (19%), São Paulo (14,9%), Minas Gerais (20,9%) e Espírito Santo (21,7%) ficaram abaixo da média nacional. 

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