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Bolsonaro tem pressa para iniciar transição de governo


Encontro com o presidente Temer deve acontecer na primeira semana de novembro

O candidato do PSL à sucessão presidencial, Jair Bolsonaro (PSL), pretende viajar a Brasília na semana seguinte ao resultado das eleições para um encontro com o presidente Michel Temer (MDB), caso seja eleito no próximo domingo (28). A ideia é que ele assuma pessoalmente a negociação da mudança de governo e apresente seus nomes para o grupo de transição. 


No encontro no Palácio do Planalto, Temer deve entregar a Bolsonaro uma espécie de cartilha, explicando as regras do processo e destacando as suas realizações. O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha será o coordenador do processo e centralizará a transição.


Segundo relatos, o presidente pedirá na reunião que Bolsonaro mantenha as duas iniciativas que considera as marcas de seu governo: o teto de gastos e a reforma trabalhista. A equipe do candidato já se mostrou favorável a ambas, mas ressaltou que fará alterações pontuais para aperfeiçoá-las, como a criação de autorização legal para que os trabalhadores possam escolher seus sindicatos. Temer também defenderá a aprovação de uma reforma previdenciária, apesar de já admitir, em conversas reservadas, que não há clima político ou disposição parlamentar para votá-la neste ano.


Para coordenar uma equipe de transição de cinquenta pessoas, total ao qual legalmente tem direito de escalar, Bolsonaro irá sugerir o deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS), anunciado como eventual ministro da Casa Civil de sua gestão. O grupo será nomeado pelo Palácio do Planalto em cargos comissionados com direito a salário e passagem de deslocamento à capital federal. A oferta de auxílio-moradia será analisada caso a caso pelo governo federal.


Pelo decreto que regulamenta a transição, o novo presidente pode solicitar reforço na segurança. O ministro da Defesa também pode autorizar a utilização pelo presidente eleito de avião da FAB (Força Aérea Brasileira).


Bolsonaro afirmou que pretende fazer um processo de transição para o novo governo de maneira “muito tranquila”.Em reunião, com a presença de ministros das áreas política e econômica, ele informou que a iniciativa será conduzida pelo ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, que concluirá nesta semana a formatação de documentos para entregar ao seu sucessor no Palácio do Planalto. “Nós faremos uma reunião muito tranquila em relação ao novo presidente. Os dados estão sendo equacionados e formatados”, disse. Folha de São Paulo

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