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Bolsonaro anuncia 1 militar e 2 civis para seu ministério


Lorenzoni (Casa Civil), general Heleno (Defesa) e Guedes (Fazenda)

O presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) anunciou os 3 futuros ministros caso seja eleito. Ele indicou o economista Paulo Guedes como seu ministro da Fazenda e do Planejamento; o deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS), seu principal articulador no Congresso, para a Casa Civil; e o general Augusto Heleno na Defesa.  Ao ser questionado sobre eventual participação feminina em cargos do Executivo caso seja eleito, Bolsonaro disse que é possível ter um ministério com gays, mulheres e negros.


“Num primeiro momento, tive que convencê-lo, mas ele, como bom militar, aceitou de pronto”, disse o candidato sobre Heleno. Bolsonaro afirmou que ainda não se definiu sobre nomes para os outros ministérios. “Temos de esperar com prudência o dia 28 de outubro, onde podemos ter a certeza de anunciar nomes”, disse, se referindo à data votação em segundo turno que disputa com o candidato do PT, Fernando Hadad. 


Segundo produtores do evento, a convenção juntou cerca de 150 parlamentares eleitos do PSL e apoiadores. A reunião num  hotel da Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio, durou cerca de 20 minutos e foi fechada à imprensa. Depois, Bolsonaro foi para outro salão onde respondeu durante 25 minutos a perguntas de repórteres. A sala onde aconteceu a coletiva foi tomada por apoiadores, que reagiam com aplausos a cada resposta dada por Bolsonaro e hostilizavam jornalistas.


Uma das sete perguntas que Bolsonaro respondeu foi se ele daria apoio do partido em disputas de segundo turno para governos estaduais. Ele disse que seu partido vai manter a neutralidade, com exceção daqueles em que o PSL está no páreo. 


Autor de declarações polêmicas, candidato a vice-presidente de Bolsonaro, general Hamilton Mourão, não compareceu ao evento. Ao Estado, Mourão, do PRTB, disse que não foi ao evento porque tinha uma reunião “com companheiros” de sua turma da Academia Militar das Agulhas Negras, que aconteceu também no Rio. 


O deputado federal Onyx Lorenzoni defendeu Paulo Guedes, em quem disse que Bolsonaro confia “absolutamente”, mas não “cegamente”. “O (candidato a) presidente (Jair Bolsonaro) é inflexível nesses assuntos. O presidente confia absolutamente, não cegamente, porque ele não é cego, no professor Paulo Guedes. Paulo Guedes é um homem que tem uma história no Brasil de êxito com decência. Desconfio de que só agora, à beira da eleição, aparece essa história. Por que não apareceu antes? É a grande pergunta”, afirmou Lorenzoni, após a reunião de Bolsonaro com a bancada do PSL e parlamentares eleitos por outros partidos que o apoiam.


O candidato do PSL indicou que poderá não participar de debates com Haddad, seu oponente no segundo turno. Bolsonaro, que, por ordem médica, terá de ficar fora dos confrontos até o dia 18, admitiu que considera a possibilidade de, mesmo liberado, não debater com o petista. “Existe a possibilidade sim (de não ir a nenhum debate), estratégica.”

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