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Deputado é acusado de usar Assembleia para benefício pessoal


Ângelo Coronel (PSD) nega envolvimento mas admite 'dividendos políticos'

O deputado estadual Angelo Coronel (PSD), presidente da Assembleia Legislativa e pré-candidato ao Senado, nega qualquer ligação  com um esquema de beneficiamento pessoal e do seu grupo político com o uso da estrutura da Assembleia. De acordo com reportagem do site Bocão News, o auditor-geral da Assembleia, Mário Simões Júnior  trabalha no Legislativo e é vice-presidente de um conglomerado de empresas e comanda duas organizações sociais que faturam contratos com o poder público.


Além de Simões, outros 3 servidores do deputado comandam empresas ou entidades com contratos e convênios com prefeituras, governo e Assembleia baiana quie contrariam o Estatuto do Servidor da Bahia, que proíbe os servidores de "transacionar com o Estado".


A reportagem mostra que o sistema Family Cred é o principal exemplo das interseções entre organizações sociais, funcionários da Assembleia Legislativa e o Grupo Corel, conglomerado de empresas do deputado controlado pela Jet International Trading, offshore sediada no Panamá. A entidade Family Cred Clube de Seguros administra cartões de benefícios a servidores públicos mediante desconto em folha de pagamento. O serviço funciona com o software Cellpago, desenvolvido pelo Grupo Corel, e atende a servidores do governo, Assembleia e prefeituras.


Já a Family Cred Soluções, esta uma empresa, gerencia cartões de tíquete combustível. Até 2014, firmou contratos com as prefeituras de Aporá, Malhada de Pedras, Itapebi, Mascote, Ipiaú e Dom Basílio. Um deles, o de Ipiaú, foi contestado pelo Tribunal de Contas: auditores constataram "desvantagem ao município". É dono da empresa Alexandre Pereira e seu administrador, Eugênio Isaac Bonfim, ambos funcionários da presidência da Assembleia. Na época dos contratos, o pai de Angelo Coronel, Orlando Martins, constava entre os sócios.


Na prática, empresa e entidade Family Cred são a mesma coisa. Funcionam no mesmo endereço e têm como responsável Alexandre Pereira, cuja ligação com Angelo Coronel é tão íntima que se refere ao deputado como "um verdadeiro pai" nas redes sociais. Alexandre ainda preside a entidade que gere a rádio Coração FM, na cidade de Coração de Maria, base eleitoral do deputado. Apesar de comunitária, a rádio é apresentada no site do Grupo Corel como braço do conglomerado no setor de comunicação.


Comandada por uma cunhada de Angelo Coronel, a OSB (Organização Social de Gestão da Bahia) recebeu R$ 5 milhões do governo da Bahia de 2013 a 2018. A entidade gerencia o Hospital Angelo Martins, em Coração de Maria, e obteve só recursos para compra de equipamentos e cirurgias.
A contratação foi feita a despeito do histórico de suspeitas da OSB. Em 2008, o Tribunal de Contas viu "graves irregularidades" em repasses feitos pela Assembleia: a entidade usou recursos públicos para comprar cestas básicas de uma empresa dos filhos do deputado. As cestas, afirmaram os auditores, não tiveram distribuição comprovada.


Também alvo dos auditores do TCE, a ADBahia é comandada por Mário Simões Júnior e revelou ter expertise elástica: construiu imóveis do Minha Casa, Minha Vida e recebeu do estado um trator, em cessão por cinco anos. Já a Cooempo, comandada por Márcio Barreto, chefe de gabinete da presidência da Assembleia, atua no Minha Casa, Minha Vida e forneceu merenda à Prefeitura de Coração de Maria na gestão de Diego Coronel (PSD), filho do deputado. Entre as empresas do deputado, a OBS Empreendimentos atuou no Minha Casa, Minha Vida e construiu imóveis em Central, Retirolândia, Lapão, Santo Estevão e Nova Fátima.


Angelo Coronel nega irregularidades nas entidades geridas por seus familiares e funcionários e diz que não tem ingerência sobre elas. Afirma que não geram lucro. "É uma coisa social. O único dividendo que tenho é político. Não sou hipócrita para negar isso", afirmou o deputado, alegando que não há pedido de voto como contrapartida.  Em relação à Family Cred, diz que a relação da entidade se dá diretamente com o servidor, não havendo repasses do poder público. Sobre a Family Cred Soluções, diz que a empresa não pertence mais ao Grupo Corel. A respeito da rádio, diz que tem relação afetiva, mas não comercial.

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