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Brasil continua um país desigual com desvantagens para negros

Estudo do IBGE referente aos 3 últimos meses de  2017 mostram que  a de sigualdade entre brancos e negros segue alta. De acordo com o levantamento, trabalhadores negros ganham cerca de R$ 1,2 mil a menos que brancos, em média. Os números mostram que, entre 2012 e 2017, não houve nenhuma mudança substancial na diferença de rendimento entre negros e brancos. 


Os números também são consequência do acesso à educação para o especialista, bem como condições de vida diferentes para os grupos. Apenas 8,8% da população negra com mais de 25 anos frequentou uma faculdade. Para a população branca, esse índice é de 22,2%. A média salarial de uma pessoa branca no Brasil é de R$ 2.697 enquanto pretos e pardos recebem, em média, R$ 1.534. Além da diferença média no salário, há mais trabalhadores negros sem carteira assinada que brancos — 21,8% e 14,7%, respectivamente.


Estudos também mostram que  8 em cada 10 das pessoas mais ricas no Brasil são brancas. Na parcela mais pobre da nossa sociedade a proporção também mostra  sua cor, onde 8 a cada 10 pessoas com baixas condições são negros.


Segundo Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, os números não poderiam ser diferentes já que a desigualdade vem da época da colonização. “A forma como houve o processo de colonização do país mais esse processo de escravidão acabam por trazer uma herança”, afirma.  Para Maria Helena Machado, professora da Universidade de São Paulo e especialista na história social da escravidão, as consequências do processo permearam toda a sociedade. “As pessoas viviam com a escravidão de maneira muito naturalizada. Quando uma sociedade é construída sob uma base dessas, a mudança é bastante longa e difícil, é árdua”, diz a professora.

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