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Dono do Facebook defende regras menos duras para internet


Zuckerberg é dono da plataforma onde 2,2 bilhões de perfis compartilham diariamente toneladas de informações

O escândalo da Cambridge Analytica, a utilização maciça de dados de usuários do Facebook com fins eleitorais, resultou até agora em um corretivo para a rede social na Bolsa, um depoimento histórico de seu fundador, Mark Zuckerberg, perante o Congresso dos EUA e muito barulho na opinião pública. A questão é se o enésimo conflito sobre a privacidade dos internautas motivará uma regulação mais dura, inspirada na que a União Europeia acaba de apresentar. 


O dono do facebook admitiu na quarta-feira (11/4), durante depoimento ao congresso americano que será “inevitável” a implantação de novas normas, mas em seguida acrescentou: é preciso que as autoridades sejam “cuidadosas” com a regulação proposta, uma ressalva que, vinda de um empresário, costuma significar que a regra não seja agressiva. Zuckerberg foi dar explicações sobre um roubo de dados que afetou 87 milhões de usuários e serviu às campanhas de Donald Trump e do Brexit.


O bilionário de 33 anos que inventou o Facebook quando era aluno de Harvard, há 14 anos, é hoje o patrão de uma plataforma onde 2,2 bilhões de perfis compartilham diariamente toneladas de informação poderosa. Poderosa para os anunciantes e também para os políticos.


Em seu depoiimento insistiu em que as pessoas que usam o Facebook são “donas a todo momento” da informação que compartilham, e que a empresa não faz nada sem o seu consentimento. Mas a prática habitual do mundo digital, com longas listas de normas e autorizações a serem aceitas para poder usar vários aplicativos, faz com que os usuários da Internet raramente exerçam esse controle. Zuckerberg garantiu que o Facebook “não vende informação de seus usuários”, mas o caso da Cambridge Analytica fez a desconfiança disparar.


Na Europa, entrará em vigor em 25 de maio um regulamento de proteção de dados que unifica o marco dos 28 países da União e promove mudanças ambiciosas: liquida as autorizações genéricas e ambíguas, garante que os cidadãos tenham acesso a um arquivo com todos os dados que uma empresa dispuser, e reconhece o direito ao esquecimento, entre outras medidas, com multas de até 20 milhões de euros (84 milhões de reais) em caso de descumprimento.


A Cambridge não era nenhuma desconhecida. A firma de análise já tinha comprado os dados de outro desenvolvedor em 2015. O Facebook soube, mas encerrou o caso sem comunicá-lo às autoridades. El País

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