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Intolerância religiosa no Brasil registra 1 caso a cada 15 minutos

O Brasil registra uma denúncia de intolerância religiosa com  invasão e profanação de templos, a cada 15 horas.  É o que mostram dados do Ministério dos Direitos Humanos (MDH) feitos com base no serviço  Disque 100, canal que reúne denúncias. Entre janeiro de 2015 e o primeiro semestre deste ano o serviço  recebeu 1.486 relatos de discriminação religiosa que vão do xingamento a medidas de órgãos públicos que violam a liberdade religiosa. Na Bahia, são 132 procedimentos entre 2014 e 2017.


A análise de 2017 aponta que a maioria das vítimas de intolerância é de religiões de origem africana, com 39% das denúncias. Lideram o ranking umbanda (26 casos), candomblé (22) e as chamadas matrizes africanas (18). Depois, vêm a católica (17) e a evangélica (14). 


Só neste ano foram registrados 169 casos: 35 em São Paulo, 33 no Rio e 14 em Minas, Estados com maior número de ocorrências informadas. Comparado ao mesmo período de 2016, haveria recuo de 55%, mas Lima explica que a oscilação de denúncias não reflete a realidade. 


O cenário, que inclui ainda agressões verbais, destruição de imagens sacras e até ataques incendiários ou tentativas de homicídio, preocupa adeptos de diversas religiões e, em pelo menos oito Estados, o Ministério Público investiga ocorrências recentes de intolerância. Segundo Fabiano de Souza Lima, coordenador-geral do Disque 100. “A subnotificação é alta, considerando o cenário nacional”, diz. “Algumas pessoas não querem se envolver e preferem permanecer no anonimato a denunciar.”


Em São Paulo, foram 123 procedimentos em 2 anos, uma média de 1  cada 10 dias. Em um dos mais graves, em Franco da Rocha, na Grande São Paulo, um vizinho esfaqueou quatro pessoas em um terreiro. No Paraná, são 6 inquéritos neste ano. Um deles é de um babalorixá que se negou a retirar uma oferenda de uma esquina e cerca de 30 pessoas, com paus e pedras, quebraram seu carro e agrediram filhos de santo. Também há casos apurados por Rio, Goiás, Mato Grosso do Sul, Piauí e Distrito Federal.

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