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Bruno Lunelli


A culpa não é das estrelas



O momento é de refletir sobre o que não tem dado certo, o que precisa de ajuste e planejamento para que não se cometam os mesmo erros. E neste processo, o que não faltam são culpados. A sociedade é regida pelas leis feitas e executadas pelos políticos em seus partidos e neste intere a bola da vez é culpar o Partido dos Trabalhadores por todo mal, corrupção, declínio da economia e arrocho geral. 


Desde as duas últimas eleições passadas vimos os candidatos do PT escondendo as cores, escondendo a estrela vermelha de suas campanhas. Como se a estrela fosse a culpada pelo desandar da carruagem e excluir a estrela resolvesse o problema de falta de confiança de velhas pessoas com velhas práticas que se propuseram a resolver velhos problemas só porque mudaram de roupa. 


Não. A culpa não é da estrela. Tadinha dela... atire a primeira pedra quem não se emocionou com aquela melodia singela e perfeita: “Lula lá, brilha uma estrela. Lula lá, nasce a esperança...” Pois é. A culpa não é das estrelas. Foram pessoas muito mal intencionadas que se apropriaram da estrela, que usurparam a esperança, que furtaram o sonho do Brasil criança que vislumbrava tudo novo.... e foi assim no começo. Mas logo em seguida, as pessoas que vestiam os ideais de nobreza, que enalteciam a estrela, a viraram pelo avesso e enquanto o povo olhava pra cima com os olhos marejados querendo ver a esperança do povo no poder, do pobre na universidade, da reforma agrária... as pessoas más batiam as carteiras dos cofres públicos. 


A apropriação indevida de símbolos não é novidade. Qualquer pessoa adulta sabe que a Suástica, aquele símbolo Nazista, representa o poderio bélico do partido alemão nazista de Adolfo Hitler, e todo o mal por ele produzido. Mas o que pouca gente sabe é que Hitler se apropriou de um símbolo Hinduísta, com milhares de anos de existência, que representa espiritualidade e o transformou para o mundo ocidental, na representação do mal encarnado. 


A culpa não foi da suástica e nem foi da estrela. Mas foram os símbolos que ficaram carregando o peso.


E se trouxermos a coisa toda pra nossa Camaçari ? Qual o legado da estrela vermelha ? Talvez Caetano não saiba, ou sabe e não quer ver, mas a responsabilidade de um prefeito é tão imensa que o legado de crise deixado por Caetano pode não ter acabado, nem com a entrada da cor azul na política local. 


Caetano fez um bom mandato na sua primeira gestão, mas na segunda a coisa desandou e a ladeira da segurança, economia, desenvolvimento social na cidade só desceu. E depois veio a gestão Ademar, que ganhou o primeiro lugar no pódio de pior prefeito da cidade, desbancando Helder, segundo a pesquisa popular do boca a boca nas ruas. E a culpa não foi das estrelas. Tanto é que a resposta à rejeição de Caetano veio galopante nas urnas. Tanto é que se a gestão de Elinaldo não for boa, a culpa será também de Caetano. Porque grande parte das pessoas não votou em Elinaldo, mas sim contra Caetano. Olha só a responsabilidade!


Pra quem gosta de História em Quadrinhos, deve se lembrar da fala do tio Ben para o seu sobrinho Petter Park, o famoso Homem Aranha: “com grandes poderes, vem grandes responsabilidades”. Caetano teve grande poder, que usou de maneira irresponsável. E a cidade ainda poderá sofrer os efeitos das suas más escolhas. E se assim for, qual super herói poderá nos salvar ? O homem Aranha em Camaçari iria passar um sufoco. Aqui só tem o prédio Redondo! Onde ele iria colar sua teia? Então, por garantia, é melhor que a população arregace as mangas, vista sua capa de fiscal de político e comece a pegar no pé dos antigos novos vereadores e do prefeito Elinaldo. Que fiquem vigilantes. Atentos. Eram 19 vereadores, agora são 21. Era 1 prefeito, agora são 2. (segundo palavras do próprio Elinaldo, quando disse que o vice, Tude, terá função de prefeito). Até nisso Camaçari inova. 


A culpa não é da estrela vermelha e a salvação não será a onda azul. Será o cidadão que precisa se emponderar do seu direito de fiscalizar os poderes e de cobrar dos políticos, a retidão e o trabalho duro pelo bem comum.


Bruno Lunelli  blunelli@hotmail.com é escritor, Bacharel em Artes pela Ufba, MBA em Gestão de Pessoas e Ambientalista


 
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