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Antonio Elinaldo


Pena de morte é realidade no Brasil



A forte reação da presidente Dilma Rousseff e de outras autoridades dogoverno federal à execução do traficante brasileiro Marco Archer Moreira naIndonésia deveria ser a mesma em relação ao verdadeiro genocídio de jovens queacontece nas ruas de nosso país cotidianamente, sobretudo entre negros e pobresdas regiões periféricas. Sou contra a pena de morte, seja aqui ou em qualqueroutro lugar, mas o fato é que ela é aplicada diariamente em nossas cidades por“tribunais” ilegais, formados por criminosos ou milícias que promovem chacinas,ao contrário do que vemos na Indonésia, onde há o devido processo legal antesdas bárbaras execuções.No Brasil, o Planalto deveria agir com a mesma energia com que criticou ogoverno indonésio para reduzir os índices de violência e adotar uma políticafirme de combate ao tráfico de drogas, inclusive do ponto de vista dalegislação, enfrentando assim a morte de tantos jovens. Mas, ao invés disso,silencia, como fez, para traçar outro paralelo com política externa em voga naera petista, em relação ao assassinato do promotor argentino que fazia sériasdenúncias de corrupção contra o governo da presidente Cristina Kirchner, naArgentina. Segundo os dados divulgados na semana passada pela Secretaria de DireitosHumanos da Presidência da República, a pena de morte determinada pelo crime epor justiceiros de plantão contra nossos jovens bate à nossa porta. Camaçariaparece entre as 20 cidades mais violentas e inseguras para adolescentes emtodo o Brasil. No total, cinco cidades baianas figuram na lista. Itabuna estáno topo, com o pior índice de homicídios na adolescência no país – 17,11 milpara cada mil habitantes. Camaçari ficou em quinto lugar, com 9,82. Vitória daConquista (8,7) aparece em oitavo, seguida de Salvador (8,32), em nono, e Feirade Santana (6,79), na 13ª colocação.A Bahia é considerado o segundo estado mais violento quando o assunto são osíndices de homicídios contra jovens, atrás de Alagoas e à frente do Ceará. Equem são as principais vítimas? Os negros, com o risco três vezes maior deserem assassinados em comparação com adolescentes brancos. Será que isso émenos chocante do que o fuzilamento de traficantes condenados pela Justiça naIndonésia? A impressão que temos é que esses negros não passam de estatísticapara o governo da presidente Dilma,  que cada dia mais assusta a todos osbrasileiros com o choque traumático de realidade após as fanfarrices retóricasda campanha eleitoral passada. Para piorar o quadro, na Bahia temos um governo do estado que tem sido omissoquando o assunto é segurança pública e preservação da vida da juventude.Esperamos que o governador Rui Costa tenha de fato uma postura diferente doanterior, que não era reativo e sequer proativo no enfrentamento àcriminalidade. Precisamos, numa cidade como Camaçari, por exemplo, voltar a geraresperança para os jovens, e não alimentar o desespero. Antonio Elinaldo elinaldo_msn@homail.com évereador pelo DEM, suplente de deputado estadual e líder da oposição emCamaçari.

 
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