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Cleiton Pereira


Mobilidade em Camaçari? Quando? Onde?



Apesar de ser uma cidade de mais de 250 anos, Camaçari pouco se desenvolveu em sua forma infraestrutural. Na Orla marítima com seus 42 Km de praias e Condomínios luxuosos, suas entradas são simples e apertadas, contando algumas praias com somente um entrada e saída, como é o caso de Jauá.


Nos distritos o que diferem são as péssimas condições viárias, que em diversas localidades não contam sequer com a pavimentação asfáltica, e quando o tem, falta sinalização e acostamento. Coitado do Distrito de Parafuso, que mesmo vizinho a grandes empresas e indústrias nacionais e internacionais, e com uma Rodovia Estadual sobre Concessão, não conta com vias de acesso de qualidade e com segurança.


Na Sede, mesmo com status de cidade com magnetismo de pessoas que vem para trabalhar e acabam ficando, suas Ruas e Avenidas continuam com as características de décadas atrás, quando ainda Camaçari era uma Fazenda. Sua Avenida de maior movimento de veículos (Av. Jorge Amado), não atinge 1 (um) quilômetro de extensão, com retornos mal planejados e “gargalos” que provocam acidentes com frequência e pontos em desuso ou uso inadequado  (por Auto Escolas - CFC’s) que provocam riscos. Mediante a uma centralização de atividades atrativas de pessoas e veículos a cidade está assim, imagine com o processo de descentralização dos polos atrativos, com a verticalização urbanística que concentra maior quantidade de pessoas e veículos em menor espaço, como não ficará esta cidade?


Camaçari tarda em se preparar para o futuro, tendo em vista possuir um dos maiores índices de crescimento populacional e industrial do país, em virtude de abrigar o Polo Petroquímico e outras empresas de diversos segmentos. Uma das primeiras cidades baianas a ter o Trânsito municipalizado (em 2006), só começou a contar com servidores de carreira na área em 2011 e só começou a aplicar efetivamente as sanções oriundas da desobediência das regras de trânsito e arrecadar em 2013.


Contudo, no momento em que o órgão começou a arrecadar milhares de reais em multas de trânsito, que deveriam ser investidas em infraestrutura viária e melhorias no sistema de transporte público coletivo, o interesse da gestão foi criar mais cargos de indicação política e aumentar o salário do Diretor Superintendente, com o Projeto de Lei de autoria do Chefe do Executivo (Ademar Delgado-PT). Tendo como contrapartida, a aprovação mais grave, que foi a aprovação de um empréstimo no valor de 50 MILHÕES, sobre a alegação de destinação a obras de Mobilidade Urbana no Município. Em uma cidade que se aproxima de arrecadar 1 (um) BILHÃO de reais por ano, fora os investimentos repassados pelos governos Federal e Estadual, ambos do mesmo partido governante, que dispõe segundo o Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia – TCM-BA de 113 milhões em caixa para ser utilizado este ano, é no mínimo estranho esse empréstimo, sem apresentação de propostas reais e projetos consistentes que necessitem tanto dinheiro investido.


Ante todo exposto, torço categoricamente para que a justificativa da pressão social, ocorrida desde o início das manifestações encabeçadas pelo Movimento Passe-Livre – MPL não seja a desculpa para desperdício de dinheiro público, nem tão pouco para alimentar campanhas políticas em 2014. Visto que a manutenção da governabilidade está subordinada a investimentos maciços em determinados candidatos de partidos “P” e “T”. Pois, os vereadores da base do governo aprovaram com a promessa de fiscalizar o executivo, mesmo sem dizer em que realmente esse dinheiro será investido. Entretanto, já deu provas que não sabe fiscalizar o antigo e atual edil, quando o antigo vem recebendo uma sequencia de condenações pela Justiça baiana, em que possa resultar em inelegibilidade para pleitos futuros.


Cabe a toda sociedade comprometida com o bom uso do dinheiro público, reforçado pelas críticas da base política de oposição, a tarefa árdua de acompanhar, questionar e fiscalizar o caminho a ser percorrido pelos reais disponibilizados nesse empréstimo, que terá longas parcelas de endividamento, para que não acabe descendo pelo ralo, ou então, entrando em bolsos políticos “esquizofrênicos”. 


Cleiton S. Pereira cleitonmpe@hotmail.com  é  especializando em Gestão de Transportes e Trânsito pela UFBA, diretor da Sociedade Educativa Águias do Trânsito e Agente de Trânsito da Superintendência de Trânsito e Transporte Público de Camaçari - STT


 
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