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Adelmo Borges


Preliminares para o início do jogo



Na semana do fim do período legal para as convenções partidárias – A lei eleitoral estabelece que os partidos políticos realizem suas convenções nacionais no período de 20 de julho a 5 de agosto -, é nesse período que as agremiações devem oficializar seus candidatos e/ou alianças com outros partidos. Seis partidos já lançaram os pré-candidatos à Presidência da República. Outros 4 oficializaram em convenção apoio a algum nome.


Até o momento (30/08/2018), 6 nomes foram definidos á corrida presidencial: Ciro Gomes (PDT), Paulo Rabello de Castro (PSC), Guilherme Boulos (Psol), Vera Lúcia (PSTU), Jair Bolsonaro (PSL) e Eymael (DC). A expectativa é que até o final do período devem ser confirmadas as candidaturas de Manuela D’Ávila (PC do B), Henrique Meirelles (MDB), Geraldo Alckmin (PSDB), Marina Silva (Rede), Álvaro Dias (Podemos), João Amôedo (Novo), Levy Fidélix (PRTB), João Vicente Goulart (PPL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O PTB, Solidariedade, DEM, PR, PP, PRB e PSD deve formalizar aliança com o PSDB e apoiar Geraldo Alckmin; o PCB Guilherme Boulos; o PV tende a caminhar ao lado de Marina Silva (REDE); PSB simpatiza com Ciro Gomes (PDT). PMN e Avante ainda não se decidiram.


Até então nenhum candidato abordou ou colocou em debate assuntos relevantes para o futuro da população brasileira, tanto no aspecto econômico que visualiza a industrial, o comércio e o setor de serviços com baixo desempenho que oportuniza treze milhões de pessoas sem emprego formal. Os serviços públicos de saúde, educação, habitação e mobilidade urbana são precários. Aos cidadãos são negados a segurança para desenvolver suas atividades ou desfrutarem de lazer frente a criminalidade.


A classe política sem credibilidade frente às denúncias, investigações e sentencia judiciais procedidas em primeira e segunda instância, não se credenciam a formalizar propostas para as questões estruturais, tais como as reformas política, eleitoral, tributária, trabalhista, previdenciária, judiciária dentre outras, sequer se referem aos dados recém publicados pelo IBGE em relação ao perfil populacional nos próximos anos.


Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas em 2060, um quarto da população (25,5%) deverá ter mais de 65 anos. Nesse mesmo ano, o país teria 67,2 indivíduos com menos de 15 e acima dos 65 anos para cada grupo de 100 pessoas em idade de trabalhar (15 a 64 anos). A taxa de fecundidade total para 2018 é de 1,77 filho por mulher. Em 2060, o número médio de filhos por mulher deverá reduzir para 1,66. A revisão 2018 mostrou que o envelhecimento do padrão da fecundidade é determinado pelo aumento na quantidade de mulheres que engravidam entre 30 e 39 anos e pela redução da participação de mulheres entre 15 e 24 anos na fecundidade em todas as grandes regiões do país.


A população total projetada para o país em 2018 é de 208,5 milhões. Esse número crescerá até alcançar o máximo de 233,2 milhões em 2047. A partir desse ano, a população irá diminuir até atingir 228,3 milhões em 2060, nível equivalente ao de 2034 (228,4 milhões).


Essas questões não podem e não devem passar ao largo dos debates eleitorais. Trata-se de preparar o Brasil para uma nova realidade que se apresenta e que exigem medidas estruturais visando garantir o bem-estar da população, sob pena do agravamento da situação atual.


Adelmo Borges adelmobs@terra.com.br é dirigente do Rede Sustentabilidade em Camaçari


 
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