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Adelmo Borges


Sagrado sonho



O habito de fazer previsão é que uma hora você acerta. Se não acertar, ao menos continua tendo uma boa história para contar. Mais ainda, o habito oportuniza a continua repetindo até que uma hora chega e você acerta. No entanto para conter a fraude intelectual deve-se observar a necessidade em separar as previsões das exposições e não perder a vontade em continua acreditando nos sonhos.


Minha geração conviveu com experiências riquíssimas. Segunda guerra mundial, guerra do Vietnã, guerra fria, assassinato de John Kennedy, Martin Luther King, Saddam Hussein; morte de Getúlio Vargas, Jucelino  e Tancredo Neves e Nelson Maandela; governos militares no Brasil e no Chile: ascensão de Luiz Inácio Lula da Silva o que leva a previsões que se repete a 40, 50 70 anos e DEUS há de saber se estamos certos ou errados. É difícil abstrair a realidade e fazer previsões, principalmente sobre o futuro.


Com a decisão, em segunda estância do TRF4 no último dia 24 de janeiro, o Brasil evidencia a cisão de classe determinante de um futuro incerto.  Embora em contexto e motivações diferentes, em ambiente contaminado por interesses pessoais, de corporações e agremiações políticas tende a se achar mesmo que até o passado é menos certo do que gostaríamos de acreditar. No Brasil ou em qualquer lugar do mundo, transcorrida a história, nossa criativa cabeça, sob a influência do viés de retrospectiva, vai criar uma narrativa bastante crível para nos fazer acreditar que só poderia ter acontecido daquele jeito. Na verdade, porém, a materialização do cenário A em vez do B normalmente se dá por uma linha muito tênue, como resultado de uma força não nitidamente identificável. O materialismo histórico não encontra qualquer respaldo empírico.


É temerário se estabelecer um cenário da política brasileira para os próximos anos assim como para as eleições majoritárias de 2018, diante do que se apresenta como alternativa. A não ser que a estrutura arquitetada e estabelecida desde o afastamento da presidente Dilma, deva manter-se com a mesma determinação projetada e a mesma linguagem. Não deixa dúvida que a união dos poderes executivo, legislativo, judiciário e o capital industrial e financeiro vão persistir em seus objetivos, num momento em que a população se encontra fragilizada, dividida sem capacidade de organização capaz de conter fatídica trajetória, a curto ou médio prazo.


Que DEUS abençoe o povo brasileiro, para que além de torcer pela seleção brasileira de futebol, durante a copa, não deixe de sonhar por um país igualitário, oportuno para todos, com a preservação da democracia e do estado de direito.


Adelmo Borges adelmobs@terra.com.br é dirigente do Rede Sustentabilidade em Camaçari


 
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