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Adelmo Borges


Tempo de Afirmação, de Decisão



Os últimos dias têm oferecido grandes movimentações políticas e caminham para decisões que diz respeito a milhões de brasileiros e de milhares de camaçarienses. O Partido dos Trabalhadores que na década de 80, quando da sua fundação incorporava o desejo de organizar a classe trabalhadora no sentido de lutar pelas garantias dos seus direitos, assim como interferir, nos diversos níveis da política nacional, objetivando se beneficiar da riqueza que a força de trabalho ajuda a construir, depois de experimentar oito anos na regência do comando do país e estabelecer uma hegemonia ao comandar uma grande fatia dos governos estaduais e prefeituras, resolve, através do seu 4º Congresso Nacional, determinar regras que modernizam seus estatutos no sentido de atrair e ampliar a participação de grupos minoritários (jovens, negros, mulheres, índios e LGBT) para os seus quadros militantes, direcionando-se para a consolidação de um projeto de plena democracia participativa.


Há poucos anos, atitudes com estas na guardavam tanta expectativa e não causavam tanto impacto diante dos brasileiros que externavam desesperanças quanto ao futuro. A nova dinâmica administrativa do Partido dos Trabalhadores reacendeu as esperanças ao volta-se para a proteção social dos mais carentes, inicialmente com projeto “Fome Zero” que buscava garantir que as pessoas tivessem a oportunidade de “tomar um café pela manhã, almoçar e jantar” e posteriormente com o maior projeto de transferência e distribuição de renda o “Bolsa Família”, que possibilitou a ascensão de 48 milhões de pessoas para as classes D e E.


Porque mudar e se modernizar? Porque ao longo desses anos, alianças e adesões foram necessárias para se costurar a chegada ao poder (central, nos estados e nos municípios) e muitos dos princípios tiveram que se adaptarem à estratégia, assim como novos hábitos e costumes políticos foram espraiados dentro da agremiação que, poderia se constituir em ameaças da incorporação de desvios fundamentais dos objetivos petistas. Outras razões se aproximam da necessidade de se recuperar o afastamento que se verificou das bases de sustentação do PT, tais como os movimentos sociais, particularmente as entidade comunitárias e os sindicatos de trabalhadores e de não caminhar em se constituir em um partido com preocupações, apenas, eleitorais apartado do conceito do uso do poder para implementar políticas sociais que possibilite oportunidade e sustentabilidade do crescimento e desenvolvimento econômico sustentáveis.


O 4º Congresso entendeu que no PT não se admite carreirismo político nem reserva de “currais” para se eternizar no poder. Nossos representantes devem ter apenas 3 mandatos consecutivos e abrir espaços para que os representantes de base, das minorias e os mais jovens possa ascender politicamente, oxigenando as práticas com novas idéias, ás atividades executivas, parlamentares e na direção partidária. As novas responsabilidades das direções fortalecem a atividade partidária e em particular a definição dos quadros que passam a ser apresentados á população com o vinculo de obrigações consignadas em seu estatuto e código de ética cujos mandatos não sejam entendidos como propriedade pessoal e sim, compreendido como um bem coletivo a serviço da população. Os diretórios terão que analisar e definir a necessidade e a oportunidade em conceder o instrumento de prévia.


Com a aproximação das eleições municipais, a hegemonia política do PT, tem causado motivações em parceiros tradicionais como o Partido Comunista do Brasil e do Partido Verde. O PC do B tem participado com destaque em todas as administrações petista em reconhecimento a seus princípios e à sua participação eleitoral e o PV em relação às suas preocupações em relação a um crescimento e desenvolvimento econômico sustentável. Ocorre, no entanto, que nossos camaradas não têm encontrado o viés para consignar em número as suas representações nos parlamentos. Quadros com qualidade não lhes faltam. Essa questão tem levado nossos preferenciais parceiros a experimentar novas parcerias, cuja legitimidade é incontestável, assim como a exigência em plena participação nos debates e decisões, se isso não estimulasse o afastamento de nossa identidade e possíveis possibilidades em ressuscitar setores conservadores, ideologicamente adversários conceituais.


O momento é de afirmação do nosso projeto direcionado implantação e ampliação de políticas públicas que beneficie e incorpore as camadas mais carentes da população aos ganhos do desenvolvimento econômico e de firme decisão de qual o processo se constitui como prioridade. A CONTINUIDADE DE DESENVOLVIMENTO E APRIMORAMENTO POLITICO-ECONOMICO-SOCIAL ou a preservação dos interesses pessoas ou de grupos.


Precisamos entender que a consolidação de nossos objetivos é de fundamental importância para o futuro da nação brasileira. E para essa tarefa não podemos nos encontrar em lados opostos ou paralelos. Trata-se de uma tarefa envolvente, emocionante, complexa e difícil. Os setores progressistas comprometidos por um futuro promissor para o Brasil não podem se negar a dá sua parcela de contribuição.


Adelmo Borges adelmobs@terra.com.br é vice-presidente do PT de Camaçari e membro do Movimento Alternativa Socialista


 
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