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Adelmo Borges


PT um partido ideológico ou de massa?



Na mesma pesquisa, encomendada pela Confederação Nacional da Indústria do Brasil e publicada no inicio de agosto de 2011, que aferiu que a presidente Dilma é aprovada por 82%, o Partido dos Trabalhadores marca presença com 38,3% da preferência da população brasileira.


Desde a sua fundação, em 1980, o PT só passou a ser observado por grande parcela da população brasileira a partir de 2003 quando o então pré-candidato a presidente da república Luiz Inácio Lula da Silva argumentou junto às bases partidária da necessidade em compor com seguimentos de centro como único meio de potencializar a oportunidade de chegar ao poder central do país. Essa concessão exaustivamente debatida e parcialmente concordata tinha um sentido, que transcorreram durante os dois mandatos petistas, descaracterizando um ideário ao tempo em que, contraditoriamente, sustentando a governabilidade, em momentos críticos, até os nossos dias.


O PT nasce como entidade política ao catalisar através da luta dos trabalhadores fabris urbanos a aspiração por emancipação de outros setores da classe trabalhadora, atraindo setores típicos da exclusão capitalista, tanto no aspecto étnico, gênero e econômico, além de intelectuais e artistas, a partir da compreensão que o capital subordina as relações sociais, dentro do sentimento de reprodução, desenvolvimento e sustentação de seus objetivos.


A afirmativa que esses pilares foram subvertidos nos últimos anos são as principais criticas de setores da esquerda petistas tem apropriado a comportamentos que sublimam elementos que estimulam as desigualdades sob a estratégia de não confrontar as ações de governo com os pilares do capital, e assim promover avanços paulatinos de forma negociada privilegiando o aumento do poder de compra das classes C e E em troca de concessões a exemplo de pontos do interesse de alças étnicas, gêneros, raça e opção sexual.


Neste contexto, a proposta de alcance de filiação de 10% para as fileiras petistas e a manutenção da simpatia de 50% da população brasileira, principalmente das classes B, C, D e E poderia criar uma atmosfera mais favorável para a inversão e confronto com as afirmações que reproduzem o funcionamento das bases capitalistas, permitindo a confluência com as bases organizadas das classes trabalhadoras e das comunidades sociais, para se atingir as condições necessárias para as práticas socialistas, notadamente as questões étnicas, de orientação sexual, de gênero.


No nível do debate interno se sujeita a fatigantes conflitos entre os defensores e críticos da estratégia edificada, aos interesses pessoais e/ou de grupos, proporcionando resistência a formação de condomínios, normalmente gerenciado por novas filiações com interesses apenas eleitorais, práticas não democráticas no sentido da subordinação e uma profissionalização pragmática dos encaminhamentos das questões fundamentais do ideal partidário. Condições e atitudes inaceitáveis em confronto com as demandas das comunidades carentes de políticas públicas, mais contundentes em instâncias nas direções regionais e municipal, quando passa a suprimir propósitos conceituais e fundamentais do partido e intencionais inobservâncias, total ou parcial de orientações do Diretório Nacional, que compromete a organização e a unidade.


Adelmo Borges adelmobs@terra.com.br é vice-presidente do PT de Camaçari e membro do Movimento Alternativa Socialista


 
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