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Adelmo Borges


Partidos e políticos de Camaçari



A proximidade do calendário eleitoral que culminará com pleito e a apuração da vontade popular que definirá o sucessor do prefeito Luiz Caetano, agitam os bastidores da política local, levando os partidos e os políticos a promoverem articulações no sentido de marcar posições nesta fase de pré-campanha. Do lado do governo desponta as possibilidades do secretário Ademar Delgado, preferência do atual gestor com as deferências das principais corrente políticas e do deputado Bira Coroa motivando pela Democracia Socialista e manifestações pontuais de setores da sociedade.


Partidos da base aliada (PSB,PRB,PTB,PDT e PC do B) se movimentam no sentido de influenciarem na escolha do candidato ao maior posto da política local, gestando as candidaturas de Alfredo (PSB), Bispo Jair (PRB), e Waldir Freitas (PTB) para forçar o inicio de negociações que podem fecundar suas intenções ou sufragar uma indicação para companheiro de chapa do candidato petista, uma vez que Luiz Caetano e o PT, pleno de suas potencialidades e da hegemonia política não abrem mão do comando petista a frente do executivo municipal no período de 2013 /2016.


Nos últimos dez anos e principalmente no período do governo petista (a partir de 2005), Camaçari mudou não somente no aumento populacional. Camaçari se transforma e oportuniza que novos atores sociais passem a atuar no cenário sócio-político que determinam uma nova leitura do perfil social do contingente populacional, assim como, de novas maneiras de atuar e se comportar da gestão publica e das lideranças edificadas. Na verdade seria de bom alvitre que os partidos participantes do grupo dos 5, usasse de racionalidade, ao identificar os motivos que determinaram os queixumes e parcimoniosos nos adjetivos reconhecendo-se participes de uma construção e um relacionamento equivocado politicamente no primeiro período do governo petistas, e incorporasse uma visão crítica em relação à acomodação na formação do segundo período. Assim a reconhecer que na campanha de 2004, apenas os aliados históricos, PC do B e PV foram incisivo e crente de uma vitória, os demais se aproximaram via o candidato,  e não em interlocução com o PT, nos últimos dias e mesmo assim com timidez e baixo desempenho eleitoral. Portanto suas participações no governo foram um ato de reconhecimento muito generoso.


Em 2008 esse método não se alterou e fora referendado pelos antigos e novos aliados,  privilegiado o relacionamento com o candidato á sucessão em detrimento ao Partido dos Trabalhadores, que passou a sofrer motivações objetivando limitar os espaços que por direito o pertencia. Por outro lado, neste pleito (2008) por força de sua natureza organizacional e política o PT construiu um patrimônio eleitoral de 31 mil votos para o conjunto de seus candidatos proporcionais, que passaram a ocupar 5 cadeiras na Câmara Municipal, que em confronto com os 24 mil votos que somam o cacife dos construtores do grupo dos 5, onde se destacam apenas, o PSB e o PRB com uma representação na casa legislativa.


Tal historicidade não minimiza a representação e a importância dos aliados, tão pouco o valor do novo sentimento em rever o processo e os meios que determinaram o relacionamento político estabelecido até então com o governo e com o partido hegemônico. Mas, essa nova página da historia não poderá ser refletida sem se preservar os elementos que subsidiaram o estagio atual de maneira a dá nitidez e sustentabilidade às novas etapas de um relacionamento. Não deixa de ser uma evolução se pensar e se comportar dessa maneira. É elogiável o anseio por mudança. Mudança que são determinadas pela nova geopolítica do município e pelo perfil transformado e evoluído da população.  Pela necessidade de se preservar o processo democrático, pela modernização de nossas práticas políticas, antes, com fortes vieses burocráticos.


 Adelmo Borges adelmobs@terra.com.br é vice-presidente do PT de Camaçari e membro do Movimento Alternativa Socialista


 
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