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Adelmo Borges


Mais que uma festa popular



As festas e comemorações populares, no Brasil e em diversas artes do planeta, ultrapassaram a linha da manifestação cultural ao serem apropriadas por uma estrutura de oportunidade de desenvolvimento econômico das localidades, do consumo e do lazer.


As indústrias de elementos específicos e de bebidas buscam os meios de comunicação para a motivação e preparação do estimulo público e gerenciam sua produção de maneira a atender a expectativa de aumento da demanda, considerando as oportunidades para dinamizar suas práticas de produção e lucro. Por outro lado o comércio se abastece para satisfazer os preparativos assim como os ambulantes se mobilizam para aproveitar a aglomeração de pessoas e assegurar uma renda complementar à sua ocupação de rotina.


Muitos são os debates a respeito dos custos do erário público no patrocínio da estrutura e da contratação de atrações para abrilhantar os eventos. Na verdade, um evento bem planejado não passa de um investimento com retorno via impostos e taxas, divulgação dos atrativos da localidade (artísticos, cultural e turístico), satisfação da população pela oportunidade de negócios e lazer e evidencia política dos governantes. Não é sem sentido que as localidades a cada ano vêm aprimorando a qualidade de seus eventos do calendário anual, vendo a cada momento a instalação de novos recintos comerciais ocasionando novas oportunidades de trabalho e renda.


Nesta direção o Camaforró de Camaçari não se distancia dessa realidade. Uma festa que se tornou evidente na região metropolitana de Salvador, que a cada edição tem mobilizado e atraído um maior contingente de pessoas, segundo estimativa, neste junho de 2011, recepcionando aproximadamente 150 mil pessoas e considerando um gasto perca pito mínimo de 50 reais, deve movimentar cerca de 8 milhões de reais, no local do evento e entre 15 a 20 milhões nos negócios local de vestuário, alimentação, transporte, cultura e lazer.


Mais que uma festa popular, mais que uma referência e preservação de uma tradição cultural, o calendário de festas e datas comemorativas passou a representar uma fundamental fonte de renda para o desenvolvimento econômico das localidades e momentos de alegria para o seu povo que ao som e voz dos seus astros preferidos desarmam-se das dificuldades e condicionamentos que a sociedade e rotina os impõem. Na folia na há lugar para a hierarquia nem do preconceito, todos são foliões. O som e as atrações são democratizados, todos ouvem e assistem e dançam o mesmo espetáculo. E nessa edição do Camaforró, a sensibilidade e responsabilidade social indicaram um aparato especial para os portadores de deficiência física.


Adelmo Borges adelmobs@terra.com.br é vice-presidente do PT de Camaçari e membro do Movimento Alternativa Socialista


 
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