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Adelmo Borges


Camaçari Desenvolvimento Econômico/Social



Dentro do planejamento estabelecido para o período 2011 – 2012, o Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores de Camaçari, junto com a bancada de vereadores petista, estabeleceu um calendário de debates de temas de importância para a vida dos camaçarienses.  Assim já se oportunizou questões que envolvem a reforma política em pauta no Congresso Nacional, a violência que atinge as regiões metropolitanas e os grandes e médios municípios e mais recentemente o desenvolvimento econômico – social no município.


Camaçari com um território de 746 km2 é um dos maiores municípios em termo econômico e populacional. Tem a segunda (2º) receita municipal (menor apenas que a da capital Salvador) e o quarto (4º) mais populoso do estado da Bahia. Nos últimos dez anos (2000 -2010) a população passou de 161.727 para 242.984 mil habitantes, 93% vivendo na área urbana. Camaçari sedia uma planta industrial petroquímica voltada para a exportação contribuindo com 35% da renda estadual e 28% do nordeste brasileiro. Em 2008, o PIB municipal per capita a preços correntes foi de 45.949,51 mil reais onde o valor adicional bruto da agropecuária a preços correntes foi de 10.321,00 mil reais, o valor adicional bruto da indústria a preços correntes 6.014.506 mil reais, o valor adicional bruto dos serviços a preços correntes 2.707.716 mil reais, o imposto sobre produtos líquidos de subsídios a preços correntes 1.741.877 mil reais, para um PIB a preços correntes de 10.474.421 mil reais. Esses dados demonstram claramente a relação de nossas fontes de renda, cuja predominância da arrecadação originaria do setor industrial e a incipiente participação do comércio, serviços e agropecuária determinam a matriz econômica de Camaçari.


Em 2005, quando do inicio da administração petista, especialistas contratados para a elaboração do Plano Estratégico de Desenvolvimento Municipal, indicavam a necessidade de se promover um melhor equilíbrio nas fontes de receita, uma vez que, o setor industrial exportador é sempre vulnerável aos preços estabelecidos pela competição internacional e sujeito a importação de transtornos econômicos do mercado globalizado, fato ocorrido no período 2008 – 2009 com as ocorrências no mercado imobiliário americano e atualmente com os seus reflexos na economia européia, cujo impacto não se caracterizou mais contundente no Brasil, graça ao mercado interno brasileiro fortalecido com a melhora na distribuição de renda incrementado pelo governo do presidente Lula.


As recomendações da consultoria incorporavam a fomentação de um pólo de serviços de educação, saúde e de serviços com potencial para acolher as necessidades das cidades no entorno de Camaçari, além da atração de recursos financeiro estadual e federal, alem dos recursos vinculados constitucionalmente, tais como os originários do SUS e de programas sociais para atender as demandas sociais.


Mesmo em passos lentos algumas iniciativas foram incrementadas. Novos estabelecimentos de varejo (Casas Bahia, Ricardo Elétrico, Ponto Frio, Magazine Luiza, Esplanada, Insinuante) se instalaram no município, empreendedores individuais se estabeleceram nos bairros com pequenos negócios e recintos de assistência técnica prevalecendo os voltados para a crescente utilização de motocicletas. Nesta mesma direção foi criado o Centro Universitário, inicialmente ocupado pela ampliação das atividades do IFBa., e a intenção de ocupação por novas unidades de ensino profissionalizante e universitário. Na área de saúde as recomendações foram o fomento a instalação de serviços de média e grande complexidade, acompanhado de uma planta de laboratórios de análise clinica, com ampliação da disponibilidade de internamentos.


A instalação de escritórios de consultoria, prestação de serviços de apoio administrativo e financeiro, assim como representação de produtores nacionais e estrangeiros fecharia a dinâmica do equilíbrio, estabelecendo um desenvolvimento equilibrado e sustentado ao município de Camaçari.


Pouco se aprofundou nas possibilidades da utilização de nossas terras para desenvolver um processo produtivo, assim como as potencialidades do turismo. Os estudos demonstraram a limitação do nosso solo para uma produção em escala, no entanto algo necessita ser feito no sentido de garantir a subsistência da população interiorizada. O mesmo ocorre com o setor de pesca que não demonstra potencialidade  de mercado.  O nosso potencial turístico se referencia na implantação de unidades de hospitalidade na orla marítima e fomento a atividades culturais que complemente o lazer do convívio com as belíssimas praias.


Todo esse esforço visa que a distribuição de nossas receitas aproxime-se de um perfil onde o comércio e o serviço, setor com potencial empregatício, alcance 35%, reduzindo a nossa vulnerabilidade das exportações industriais.


Adelmo Borges adelmobs@terra.com.br é vice-presidente do PT de Camaçari e membro do Movimento Alternativa Socialista


 
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