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Adelmo Borges


Um grande desafio



Em seu primeiro relatório sobre desenvolvimento humano para a América Latina e Caribe em que aborda especificamente a distribuição de renda, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) constatou que a região continua sendo a mais desigual do planeta.


Dos 15 países do mundo nos quais a distância entre ricos e pobres é maior, 10 estão na América Latina e Caribe. O Brasil tem o terceiro pior Índice de Gini (que mede o nível de desigualdade e, quanto mais perto de 1, mais desigual) do mundo, com 0,56, empatando nessa posição com o Equador. Concentração de renda pior só é encontrada em Bolívia, Camarões e Madagascar, com 0,60; seguidos de África do Sul, Haiti e Tailândia, com 0,59. O relatório considera a renda domiciliar per capita e é o último dado disponível em que era possível a comparação internacional. No caso do Brasil, porém, a desigualdade de renda caiu fortemente nos últimos anos e, em 2008, o Índice de Gini estava em 0,515.


No Brasil, educação dos pais tem forte influência, influencia em 55% o nível educacional que os filhos atingirão. O estudo também mostra que ser mulher indígena ou negra na região é, em geral, sinônimo de maior privação.  As mulheres recebem menor salário que os homens pelo mesmo tipo de trabalho, têm maior presença na economia informal e trabalham mais horas que os homens. Em média, o número de pessoas vivendo com menos de um dólar por dia é duas vezes maior entre a população indígena e negra, em comparação com a população branca.


Ainda segundo o relatório, a desigualdade na região é histórica “alta, persistente e se reproduz num contexto de baixa mobilidade social”. No entanto, para a entidade, é possível romper esse círculo vicioso — não com meras intervenções para reduzir a pobreza, mas com a implementação de políticas públicas de redução da desigualdade.


A presidenta Dilma Rousseff lançou  quinta-feira (02), o projeto O Brasil Sem Miséria. O plano tem o objetivo de tirar 16 milhões de brasileiros e brasileiras da situação de extrema pobreza. São pessoas que vivem hoje com renda abaixo de R$ 70 por mês.


O plano, em parceria com estados, municípios, empresas públicas e privadas, e organizações da sociedade civil, é baseado em três eixos: Acesso a serviços de saúde, educação, assistência social, saneamento e energia; Geração de oportunidades de emprego e qualificação profissional; Transferência de renda, com o Bolsa Família.


Estima-se que o município de Camaçari tenha, em 2011, aproximadamente 62 mil pessoas que preencham os requisitos para participarem do projeto federal. A municipalidade informa que aproximadamente 20 mil famílias são beneficiárias do Programa Bolsa Família. Com a criação da SECIN, sob o comando de Carlos Silveira, o grande desafio será localizar, cadastrar e incluir nos programas sociais do governo as famílias nessa situação de pobreza. Os profissionais terão um árduo trabalho para localizar e identificar esse público e estabelecer vínculo com os serviços já existentes e a necessidade de criar novas ações para que essa população possa ter os seus direitos atendidos.


A educação e a capacitação para o trabalho de mediar o direcionamento da inclusão. Camaçari, nos últimos anos, tem atraído empresas e indústrias para o seu território. Em 2005, quando assumiu o governo do PT, a quantidade de fábricas era de 201. Já no final de 2010, o número subiu para 336, um acréscimo de 67,16%. O crescimento do comércio nos últimos anos passou de 1.504 para 2.473 estabelecimentos, alta de 64,42%. O setor de serviços, uma vocação natural do Município, devido ao Pólo Industrial, foi o que mais cresceu, com 93,65%. Em 2005, tinha 1.908 empresas de serviços, hoje, segundo dados da Secretaria da Fazenda (Sefaz), são 3.695.


No momento em que a economia mundial demonstra uma retomada do crescimento, a Ford anunciou novos investimentos na ordem de R$ 2,4 bilhões na ampliação da unidade de Camaçari. Estão previstos também para o município, o início do funcionamento da empresa Linde Gás, líder mundial em produção de gases industriais, a Fixar, fábrica de parafusos, a Reistar, que produz aparelhos de DVD, de som, rádios, batedeiras e secador de cabelo da marca AmVox. A Peroxi Bahia, produtora de hidrogênio, num investimento de R$ 50 milhões, a loja e o centro de distribuição das Casas Bahia e a Manserv, empresa de prestação de serviços responsável pela geração imediata de 500 empregos diretos. É possível que até o final de 2011, ainda seja instalada uma fábrica de moto chinesa no Município. Em negociação empreendimentos, como a rede de hotéis Sol Meliá, a empresa Suggar, que vai fabricar ventiladores, exaustores e fogões. A expectativa é de que os novos negócios gerem cerca de 15 mil novos postos de trabalho.


Com a chegada de novas empresas e indústrias, a cadeia produtiva tende a crescer mais. Dados da Sefaz apontam também que com o novo sistema tributário do município haverá um acréscimo na arrecadação de ISS (Impostos Sobre Serviços de Qualquer Natureza), de 20%. Ao mesmo tempo, devido à valorização dos imóveis no Município, a inadimplência do IPTU (Imposto Predial Territorial Urbano), caiu de 48 % para 29%.


Isso direciona para a profissionalização do nosso contingente populacional visando se credenciar para as novas oportunidades de trabalho e a desejada inclusão econômica e social dos nossos conterrâneos.


Seja feliz Silveira nessa nova missão de promover a felicidade dos nossos vizinhos até então excluídos.


Adelmo Borges adelmobs@terra.com.br é vice-presidente do PT de Camaçari e membro do Movimento Alternativa Socialista


 


 
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