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Edson Costa


Sobre o Turismo √Čtnico e Empreendedorismo de Negros!



O racismo histórico e colonizador, sempre deixou a margem as potencialidades turísticas dos negros. Mas prestem atenção, como em toda história do turismo brasileiro, sempre foi o conteúdo cultural negro que foi o atrativo para o mundo, a utilização da imagem da capoeira, baiana de acarajé, candomblé, culinária, festejos, samba, carnaval e seus conteúdos negros, nossa magia e a beleza da mulher negra "mulata", onde já tivemos propaganda oficial, que de forma " subliminar" a mulata era apresentada como um atrativo para homens brancos, tanto que os shows de mulatas, recebiam investimentos do Estado, para promover o Turismo Brasileiro no Mundo, a "mulata" mulher negra não ficavam com estes recursos, iam parar no bolso dos "Sargetelis e Mieles", e ainda estão rodando por aí.Mas teve um momento em que a capoeira, blocos afro, timbalada, afoxes e outras manifestações começaram a rodar o mundo com suas próprias pernas, ou com muito pouco investimento do Estado, que promoveu uns em detrimento de outros.


Como resultado deste interesse internacional, aqui na Bahia Tivemos a Música Axé, roubadas dos nossos guetos, por artistas brancos, que a exploraram durante décadas e ainda o fazem.Mas no meio desta febre surgiu o pagode, feito por negros que não tinham consciência da sua etnia, mas assim mesmo se tornaram um atrativo turístico e cultural e ganharam dinheiro, a partir de produtores e mídia branca, que não tratam da afro etnia.Mas a nossa energia étnico afro, sempre foi um apelo e no meio disso, conseguimos colocar o Turismo Étnico Afro, como política, agora em rede, que de forma muito intensa vem tirando comunidades e cidades da invisibilidade, precisando que isso seja tratado do ponto de vista humano, econômico, moral, ético, social, empreendedor, étnico e político, para que se transforme em desenvolvimento e não em uma febre.


Algumas pessoas brancas dentro das estruturas públicas, reagem negativamente a este processo, do argumento da falta de estrutura do lugar, algo que se resolve inicialmente com treinamentos das comunidades e investimentos nas suas especificidades, os turistas chegam por que querem vivem as experiências de perto e assim está alta demanda e conteúdo, deve atrair os investimentos estruturantes, mas a comunidade deve está preparada para cobrar em rede, em um processo estratégico, que o Emunde tem a honra e a alegria de fazer indo até às bases onde este fenómeno acontece é levando para o Estádo, como forma de ampliar a política de desenvolvimento, inclusão, afirmação, promoção, economias, empreendedorismos, culturas, culinárias e outros conteúdos.


O fazemos nas comunidades, redes sociais, diálogos com o público e privado, diálogos com universidades e comunidades, apontando o papel da Sepromi e Setur como estratégico neste processo, que agora se transforma em nossa agenda política, para campanha, com organização política das comunidades e cidades e com diálogos com candidatos a Deputado, Senadores, Governador e Presidente, a agenda é nossa e o processo é político.


Digo o mesmo em relação, ao Empreendedorismo de Negros e Mulheres, que devem seguir criando redes, polos e fóruns nas comunidades, ou teremos prazos muito longos para efetivar uma política e ação que já fazemos com percentual alto nas nossas comunidades populares, periféricas, tradicionais e favelas, o EMUNDE como Rede, segue nesta Construção em Comunidades e Cidades, com o processo de organização, ações e eventos e vamos para agenda política do momento, entendendo que é uma grande oportunidade de desenvolvimento, que chega em nossas bases sociais e não se deve perder, o faço por compromisso, ideologia, empreendedorismo, etnia, ativismos, afirmação, educação, cultura, economia, humanidades, na busca também de uma nova ação e política de Meio Ambiente, onde desenvolvemos Trilhas Eco Étnicas, para afirmar Etnobotânicas, Agroecologia, Cosmética Afro Indígena, Empreendedorismo de Entretenimento e Esportes Ecológicos, desenvolvimento de produtos eco étnicos culturais, que possam se aprimorar para se transformar em grandes negócios para comunidade.


Sem a participação de Empreendedores Negros de Grande, Médio, Pequeno, Micro e Individuais neste processo, se tornará mais alongada em prazo está tarefa, que significa oportunidade, negócio, mercado, inclusão, afirmação, promoção é desenvolvimento sócio econômico, que significa circulação de moeda, aquecimento econômico, oportunidades, ocupação, renda, emprego e impacto positivo no desenvolvimento de um Brasil em crise.Está em nossas mãos fazer este processo como política coletiva, estratégica, em rede, polos, fóruns, rotas, trilhas e negócios.


A inovação não pode ser só tecnológica, a tecnologia precisa sair do conceito de equipamentos e ir para o campo das Novas Tecnologias de Cultura, Social, Econômica, Educacional, da Comunicação, Informação e Política.Por fim quero falar da importância dos Editais, mas neste momento, nosso principal campo de atuação é na política, com sua agenda transformadora que vai derrubar muitos Deputados, Governadores, Senadores e Presidentes, que tem problemas e agendas bem longe disso, comunidades, cidades, coletivos, redes, polos, rotas, empresas, empreendedores negros de todo porte, devem participar disso, por sua potencialidade econômica, social e transformadora.


Esta também é uma importante forma de combate a violência, através de perspetivas sobre aquilo que as comunidades e cidades já produzem, é hora de duspertar e para de repetir a fórmula que nos condena e sacrifica, não haverá mudança, se repetirmos as mesmas fórmulas, estratégias, argumentos, práticas e pragmatismos que estão nos levando ao maior genocídio da juventude negra no mundo é um dos maiores índices de Feminicidio no Planeta, vamos empreender um novo momento é uma nova história, nós podemos, Emunde-se


Edson Costa culturaedesenvolvimento@hotmail.com é coordenador da Rede Mundial de Empreendedorismo Étnico, articulador da lei de empreendedorismo de negros e mulheres da Bahia, e ex-secretário de cultura, esporte e lazer de Camaçari, gestão Humberto Ellery


 
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